Angola pressionada pela Arábia Saudita a cortar na produção de crude

Angola pressionada pela Arábia  Saudita a cortar na produção de crude
Foto: D.R.

Angola, Nigéria e Iraque não estão a cumprir o acordo de cortes de produção. Para compensar o incumprimento, os sauditas querem que o País reduza a produção para perto de um milhão de barris por dia, o que põe em causa as receitas nos próximos tempos.

Se Angola, Nigéria e Iraque continuarem a não cumprir as metas acordadas com a OPEP+ para cortes de produção, arriscam-se a uma nova guerra de preços que passa pela Arábia Saudita inundar os seus principais clientes com barris de petróleo a preços de saldos.

A ameaça daquele que é o principal líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e aliados, a Arábia Saudita foi feita após o cartel ter publicado a produção sobre o mês de Junho.

De acordo com este relatório, Angola produziu 1,280 milhões de barris em Maio, 100 mil barris acima da quota a que se comprometeu em Abril, contribuindo para as dificuldades que o cartel tem encontrado para cumprir o objectivo de reduzir, em bloco, a produção em 9,7 milhões de barris/dia, equivalente a 10% da produção mundial.

Desde o início do programa de cortes, em Maio, que Angola nunca cumpriu a sua quota, tendo-se proposto a compensar esse incumprimento com cortes adicionais até ao final do ano. Só que a Arábia Saudita pretende que esses cortes adicionais sejam efectuados até ao final do III trimestre.

Entretanto, na última terça-feira, duas fontes da OPEP afirmaram à Reuters que Angola já aceitou aumentar os cortes de Julho a Setembro.

Embora Angola, Nigéria e Iraque não estejam a cumprir na íntegra o que se propuseram, de acordo com a OPEP, a produção de petróleo bruto do cartel no mês passado caiu para o menor nível em trinta anos, para cerca de 22,7 milhões de barris por dia.

Caso no mês de Julho os países consigam cumprir o acordo, e os preços subam, a OPEP admite diminuir de 9,7 milhões de barris/dia para 7,7 milhões a partir de Agosto. Significa que se cumprirem o programa de cortes em Julho, em Agosto já podem produzir um pouco mais.

Segundo o norte-americano Wall Street Journal, quando os países do cartel falharam a meta de cortes em Maio, os sauditas disseram "cumpram ou todos nós sofreremos com os preços baixos do petróleo por mais tempo". Entretanto, endureceram o discurso dizendo "comecem a aprofundar os cortes ou então vem ai uma nova guerra de preços".

(Leia o artigo integral na edição 582 do Expansão, de sexta-feira, dia 10 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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