Sonangol apresenta contas de 2019 com menos lucros, melhor EBITDA e sem as "velhas" reservas dos auditores

Sonangol apresenta contas de 2019 com menos lucros, melhor EBITDA e sem as "velhas" reservas dos auditores
Foto: D.R.

A Sonangol fechou hoje as contas relativas ao exercício de 2019, com lucros de 125 milhões USD, uma redução substancial relativamente ao ano de 2018, cujos resultados líquidos foram de 206 milhões USD. Em termos de EBITDA, (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) obteve 4,7 milhões USD, o que representa um crescimento de 10% em relação ao exercício de 2018. Naquele que foi o último ano em que a Sonangol registou vendas como Concessionária Nacional (com efeitos a partir de 1 de Maio de 2019), as vendas cifram-se em 10,2 milhões USD, um decréscimo de 4% face a 2018. No último ano, a Sonangol produziu 232 barris de petróleo bruto por dia e aumentou a produção de gás em 6% e de gás natural liquefeito, em 8%. De acordo com a posição da Sonangol, foi atingido um marco histórico no reporte da empresa, com a resolução de problemas que desde há 15 anos levantavam reservas aos auditores.

Em síntese, os lucros baixaram, as receitas mantiveram-se estáveis, os Custos Operacionais caíram 11%, a produção de petróleo bruto ficou em linha com o período homólogo, aumentou a produção de gás em 6% e de gás natural liquefeito, em 8% e a produção de produtos refinados também aumentou.

Segundo o comunicado de imprensa da petrolífera estatal, o crescimento do EBITDA fica a dever-se à "estabilização das receitas e forte redução de custos, no âmbito da reestruturação em curso" e a melhoria do reporte financeiro enquadra-se na "continuação da implementação dos processos de Reestruturação e Redimensionamento do Sector Empresarial Público e do Sector Petrolífero Angolano".

No comunicado de imprensa, a petrolífera justifica o aumento de produtos refinados em 37%, resultado da retoma da Refinaria de Luanda, que esteve parada para manutenção, tendo produzido em 2019 "2,4 milhões de toneladas métricas", o que não foi suficiente para suprir as necessidades nacionais, e obrigou a Sonangol "a importar aproximadamente 2,9 milhões de toneladas métricas de produtos refinados, um incremento de 6% face a 2018".

No exercício de 2019 a petrolífera realizou investimentos de 1,4 milhões USD em operações petrolíferas da empresa. "O serviço da dívida representou 1,851 milhões USD, tendo a empresa encerrado com um stock de dívida de cerca de 5,034 milhões, mais 13% do que no período homólogo", refere o comunicado de imprensa.

No momento em que traz à luz do dia as contas de 2019, a Sonangol admite que desenvolveu este processo em parceria com outras entidades públicas orçamentadas.

Nos últimos meses o IGAPE "repreendeu", por diversas vezes as grandes empresas do Sector Empresarial Público (SEP), que não apresentaram as contas do exercício de 2019, nomeadamente a Sonangol e a TAAG, o que acabou por provocar "um decréscimo em todos os principais indicadores financeiros", segundo consta no Relatório Agregado do SEP 2019.

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