Director Carlos Rosado de Carvalho

Manifestações no Irão sem impacto no mercado do crude

Manifestações no Irão sem impacto no mercado do crude

Após uma semana, as manifestações no Irão não tiveram impacto nos mercados. O preço do crude manteve-se inalterado, segundo os analistas, e a posição do país como produtor de petróleo não saiu abalada. A carestia e o desemprego mantêm, contudo, os ânimos agitados, apesar do aparente fim dos protestos populares.

O aumento do custo de vida, que no caso de alguns alimentos chegou aos 40%, elevando a inflação para os 12%, o desemprego e as dificuldades em recuperar das sanções internacionais impostas pelo seu programa nuclear deram lastro às manifestações, no Irão, que se alastraram a 30 cidades, com 21 mortos contabilizados e mais de 450 detenções, desde 28 de Dezembro.
Anualmente, desde 2009, que as manifestações se repetem para assinalar a revolução verde, em protesto contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, por alegações de fraude eleitoral. Mas, este ano, a onda de protestos engrossou por causa das políticas económicas adoptadas pelo governo do Presidente Hassan Rohani, que acusa o Presidente dos EUA, Donald Trump, de inflamar os ânimos no país em vez de se ocupar dos "milhões de sem-abrigo e esfomeados nos EUA".
O "ayatollah" Ali Khamenei, líder supremo do Irão, acusou os "inimigos" do país de intromissão nos assuntos internos, acususando os que "estão em desacordo com a revolução islâmica" de "utilizarem vários meios, incluindo dinheiro, armas, política e serviços secretos para criar problemas para o sistema islâmico".

(Leia o artigo na integra na edição 454 do Expansão, de sexta-feira 05 de Janeiro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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