Director Carlos Rosado de Carvalho

China alarga sector financeiro ao investimento externo

China alarga sector financeiro ao investimento externo

Enquanto os EUA reforçam o proteccionismo, ao notificar o Congresso da imposição de taxas alfandegárias sobre as importações do aço e alumínio, a China reduz as restrições impostas ao investimento estrangeiro no sector financeiro. E anuncia a criação de uma ligação comercial entre os seus mercados de acções e Londres.

A China anunciou que vai aumentar os limites da participação estrangeira no sector financeiro, até ao final do ano, quatro meses depois de Pequim anunciar planos com vista a flexibilizar o investimento nos serviços financeiros, uma das áreas de negócio mais cobiçada pelos EUA.
O anúncio, feito pelo governador do Banco Popular da China (BPC), Yi Gang, ocorre seis dias depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, notificar oficialmente o Congresso norte-americano da imposição de taxas alfandegárias sobre as importações do aço e alumínio, desencadeando a guerra comercial que visa sobretudo os produtos chineses. A administração Trump apresentou ainda uma lista de 1.300 produtos chineses que ficarão sujeitos a taxas alfandegárias, num valor próximo dos 50 mil milhões USD.
Na terça-feira, Pequim formalizou uma queixa junto da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os EUA, por violação do Acordo Geral sobre Taxas Aduaneiras e o Acordo sobre Salvaguardas. E, na quarta-feira, anunciou o alargamento dos limites do investimento estrangeiro no sector financeiro, num sinal político contra o proteccionismo norte-americano, que tem vindo a ser criticado globalmente, inclusive por organizações internacionais, como a Organização Mundial do Comércio e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

(Leia o artigo na integra na edição 468 do Expansão, de sexta-feira 13 de Abril de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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