FMI revê em alta a contracção do PIB para este ano, mais pessimista que o Governo

FMI revê em alta a contracção do PIB  para este ano, mais pessimista que o Governo
Foto: D.R.

O Fundo Monetário Internacional está mais pessimista nas previsões de crescimento da economia angolana devido ao declínio do preço do petróleo e da actividade empresarial.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) antevê uma recessão de 4% este ano, agravando em 2,6 pontos percentuais a previsão avançada em Abril, mais pessimista que a do Governo, que aponta a uma contracção do PIB em 3,6% e uma antevisão semelhante à do Banco Mundial, que também aponta a -4%.

"Em Angola, a actividade económica deverá continuar a cair pelo quinto ano, com o PIB a cair 4% em 2020", lê-se na actualização das Previsões Económicas para a África subsaariana, divulgadas esta semana em Washington.

A degradação das estimativas "reflecte o declínio na produção e dos preços do petróleo, o agravamento das condições de crédito e o declínio da actividade empresarial interna", acrescentam os analistas, que notam que "a solidez dos preços do petróleo e as medidas de apoio político devem ajudar a economia a recuperar para um crescimento de 3,2% em 2021".

A previsão de recessão de 4% agora avançada pelo FMI está mais pessimista que a do Governo, que aponta para uma contracção de 3,6% na proposta de revisão ao Orçamento Geral do Estado que será entregue esta semana na Assembleia Nacional (ver peça da página ao lado). Mas a previsão mais pessimista vem do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (CEIC), que antevê para este ano uma recessão de 6,8% devido à paralisação da maior parte da actividade económica e às dificuldades no sector petrolífero quer ao nível de preço quer das quantidades, antevendo assim uma queda na economia nacional mais profunda que em anos anteriores.

(Leia o artigo integral na edição 581 do Expansão, de sexta-feira, dia 3 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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