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Angola

Combate à corrupção perde força apesar das melhorias desde 2016

ANGOLA FIGURA ENTRE OS CINCO PAÍSES AFRICANOS QUE MAIS EVOLUÍRAM AO LONGO DA ÚLTIMA DÉCADA

Ranking coloca Angola na 29ª posição entre mais de 50 países, com a classificação «Melhoria lenta», o que significa que, embora a pontuação do País em 2025 seja melhor do que há dez anos, tem vindo a evoluir a um ritmo mais lento desde 2021. FMI já tinha deixado este alerta.

Uma análise efectuada pela Fundação Mo Ibrahim sobre os resultados da luta contra a corrupção em África, na década entre 2016 e 2025, coloca Angola na 29ª posição entre mais de 50 países, com a classificação «Melhoria lenta», o que significa que, embora a pontuação do País em 2025 seja melhor do que há dez anos, tem vindo a evoluir a um ritmo mais lento desde 2021.

Esta descrição está alinhada com a realidade do País, já que o combate à corrupção recebeu um impulso decisivo com a entrada de João Lourenço, em 2017, cenário que se foi desvanecendo com o passar do tempo. Segundo a nota atribuída pela Fundação Mo Ibrahim, Angola obteve 37,0 pontos (quanto mais elevada a classificação, melhor é o resultado de cada país), longe dos 76,6 registados por Seicheles e Ruanda, nações que lideram o ranking da luta contra a corrupção em África.

Apesar dos recuos verificados nos últimos anos, Angola faz parte de um restrito grupo de cinco países que registaram as maiores melhorias ao longo da década, juntamente com Seicheles (1º), Chade (41º), Somália (53º) e Togo (17º). No geral, após um forte declínio entre 2018 e 2020, a luta contra a corrupção em todo o continente tem vindo a melhorar desde 2020, segundo os autores do estudo.

"Em média, em todos os países, a luta contra a corrupção em África subiu de uma pontuação de 38,6, em 2016, para 39,1 em 2025", explica a Fundação Mo Ibrahim. "

No entanto, esta pequena variação positiva de +0,5 ao longo de dez anos oculta as flutuações registadas durante a década: entre 2016 e 2020, a luta contra a corrupção registou um declínio de um ponto (-0,9), mas, desde então, tem vindo a subir novamente para uma pontuação superior à de 2016. Este ritmo de progresso mais acelerado na segunda metade da década, em comparação com a primeira, confere a África a tendência de "Melhoria Crescente"", segundo o relatório.

O Ruanda continua a ser o país melhor classificado no combate à corrupção desde 2016, com uma pontuação de 76,6 em 2025 e uma melhoria de +2,6 ao longo da década. Ao mesmo tempo, as Seicheles "registaram um progresso espetacular", melhorando em +26,3 pontos e subindo 12 posições - a maior subida entre os países africanos.

"Isto permitiu ao estado insular partilhar o primeiro lugar com o Ruanda. Ambos os países estão a 21,0 pontos de distância do último dos dez primeiros, o Burquina Faso, com uma pontuação de 55,6 em 2025", lê-se no estudo.

O país com a classificação mais baixa no domínio da luta contra a corrupção é o Sudão do Sul, com uma pontuação de apenas 6,9 em 2025, o que representa uma deterioração em relação aos 11,6 registados em 2016. A diferença entre o país com a classificação mais elevada e o que ocupa a última posição é de 69,7 pontos.

Em termos globais, o índice de luta contra a corrupção deteriorou-se em 28 países, onde residem 58,8% dos cidadãos africanos. Por outro lado, 26 países, que acolhem 41,2% da população, registaram melhorias. No que diz respeito à comparação entre os diferentes...

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