GAFI revê progressos da lista cinzenta para a semana
A primeira reunião plenária do Grupo de Acção Financeira (GA FI) sob a presidência do britânico Giles Thomson decorre em Paris, entre 28 e 30 de Outubro de 2026. A reunião encerra a Semana do GAFI, que começa a 26 de Outubro. Delegados de mais de 200 jurisdições e organizações observadoras da Rede Global do GAFI vão reunir-se para discutir "as ameaças em evolução à integridade e à segurança financeira global".
Os delegados vão rever os progressos das jurisdições sob acompanhamento reforçado, ou seja, a "lista cinzenta", na qual Angola entrou em Outubro de 2024. Trata-se da última reunião deste ano. Na reunião passada, que decorreu em Junho, Angola viu este organismo que é considerado o "po lícia" do branqueamento de capitais reconhecer que o País conseguiu concluir um dos seis compromissos "políticos de alto ní vel" assumidos anteriormente com o objectivo de uma eventual saída da lista em 2027.
Demorou, mas chegou. Foi ao fim de 3 reuniões em 2025 (Fevereiro, Junho e Outubro) e de uma Fevereiro deste ano sem qualquer melhoria que o GAFI considerou que hoje Angola já compreende hoje melhor quais os riscos deste tipo de crimes. Por sinal, era o mais fácil de cumprir, falta o resto, para alcançar o objectivo traçado pelo Governo de sair da lista cinzenta em 2027.
Significa então que ainda têm de ser dados passos importantes em reformas como melhorar a supervisão baseada no risco em entidades financeiras não bancárias como empresas de micro crédito, fundos de investimento, casas de câmbio ou seguradoras, bem como em garantir que as autoridades competentes tenham acesso adequado, preciso e oportuno às informações sobre a propriedade efectiva e que as violações de obrigações sejam adequadamente abordadas.
Aliás, este compromisso relativo às informações sobre os últimos beneficiários efectivos já deverá ter nota positiva, uma vez que a 19 de Agosto foi publicado em Diário da República a Lei sobre o Regime Jurídico do Beneficiário Efectivo. Esta lei institui uma base de dados pública e autónoma que centraliza toda a informação sobre quem realmente detém ou controla as empresas.










