Moody"s mantém rating da AFC em A3, o segundo melhor de África
O rating melhora a capacidade da Africa Finance Corporation "para aceder aos mercados de capitais globais", reage a instituição que concorre à concessão do Corredor do Namibe.
A agência de notação financeira Moody"s decidiu manter em A3, com perspectiva estável, o rating da Africa Finance Corporation (AFC), a instituição financeira com a segunda melhor notação no continente, depois do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a única instituição em África com triplo AAA, que corresponde à avaliação máxima.
Os ratings atribuídos à AFC, um dos financiadores do Corredor do Lobito, evidenciam a "posição de solvência resiliente" da Corporação Financeira Africana. Posição que "está a ser reforçada através de injeções de capital por parte de acionistas existentes e novos, embora o rácio de adequação de capital da empresa continue a ser mais fraco do que o dos seus pares", justifica a Moody"s, reafirmando a sua decisão de recomendação de crédito, dois anos depois de, em 2024, alterar a sua perspectiva de evolução de "negativa para estável".
"Os ratings reforçam a posição da AFC como uma das instituições de grau de investimento com a classificação mais elevada em África. Reforçam também a capacidade da Corporação para aceder aos mercados de capitais globais e mobilizar financiamento para projetos críticos de infraestruturas e industriais em todo o continente", reage a instituição multilateral pan-africana, em comunicado.
A Africa Finance Corporation foi fundada em 2007, tendo como objectivo catalisar investimentos em projetos de infraestruturas, energia e recursos naturais em toda a África. Sediada em Lagos, Nigéria, conta actualmente com 48 países membros e uma carteira de investimentos superior a 19 mil milhões USD em 36 países africanos. Angola aderiu, no ano passado, passando, assim, a "ter direito de preferência" e "garantias de créditos para financiar planos de negócios estruturados nos domínios da energia, indústria, transporte e logística, telecomunicações e agricultura", como se lê na carta que formaliza a adesão do país, entregue no dia 30 de Julho de 2025. O histórico da AFC em Angola está ligado "à mobilização de sindicatos bancários para financiar investimentos nos projectos das terras raras do Longonjo-Huambo e na refinaria de Cabinda", como lê no site do Mirex.
A AFC é ainda um dos financadores do Corredor do Lobito e está entre os dois concorrentes qualificados no concurso público para a Concessão do Corredor do Namibe, lançado pelo Ministério dos Transportes, estando a sua participação condicionada à apresentação de documentos em falta (ver página 29). A AFC é a segunda instituição financeira com a melhor classificação de crédito em África, a seguir ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a única com triplo AAA em África.
A diferença entre o triplo A (atribuído pelas três principais agências de notação, S&P, Fitch e Moody"s ao BAD) e o A3 está no nível de risco de crédito. O AAA é a nota máxima que indica um risco quase zero de incumprimento, enquanto o A3 representa um grau de investimento de boa qualidade, mas com um risco ligeiramente maior e menor solidez financeira do que a classificação máxima.
Além da Moody"s, a AFC é avaliada pela S&P que, em Janeiro, atribuiu a notação A como emitente de longo prazo e A-1 como emitente de curto prazo "A-1" (com perspetiva positiva), na classificação de rating "mais elevada atribuída à AFC por uma grande agência de notação de risco global".











