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Economia

Inflação e lucros dão apoio às bolsas

SEMANA DE 04 A 11 DE FEVEREIRO

As bolsas mundiais valorizaram, apoiadas na inflação, em resultados corporativos sólidos e no optimismo sobre a política monetária da Fed e do BCE. No mercado obrigacionista, as yields recuaram pelo desinvestimento chinês.

Na última semana, as bolsas internacionais valorizaram, impulsionadas, sobretudo, por factores macroeconómicos positivos, resultados corporativos sólidos e expectativas quanto às decisões de política monetária na Europa e nos EUA.

Até quarta-feira, o índice de referência europeu, Euro Stoxx 600, subia cerca de 0,48%, para 620,11 pontos, enquanto, nos Estados Unidos, o agregador S&P 500 avançou 0,14%, para 6 941,81 pontos.

Na Zona Euro, foi publicada a inflação de Janeiro, que caiu para 1,7%, o menor nível dos últimos 12 meses e abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE), o que reforçou a expectativa de manutenção das taxas de juro e estimulou a confiança dos investidores.

Por seu lado, nos EUA, o mercado antecipa mais cortes na taxa de juro do banco central (três cortes em 2026), devido à necessidade de suporte à economia, dado que foram divulgados a estagnação no crescimento das vendas a retalho (2,4% em Dezembro) e um elevado número de cortes de postos de trabalho, que atingiu mais de 108 mil, o valor mais elevado desde 2009.

Adicionalmente, os resultados corporativos também forneceram suporte ao desempenho das bolsas nesta semana. Grandes empresas como a Nvidia e a Microsoft reportaram bons resultados, destacando-se a Spotify, que apresentou um lucro líquido de cerca de 1,2 mil milhões de euros, acima das expectativas.

No segmento de obrigações, registou-se uma redução nos juros da dívida norte-americana, com a yield a 10 anos a recuar 0,1 pontos percentuais, para 4,1%. Esta diminuição seguiu-se a uma notícia da Reuters, segundo a qual o Governo chinês terá solicitado aos bancos locais que reduzissem a exposição à dívida dos EUA, sobretudo às "Treasuries", devido a riscos de concentração e volatilidade, reforçando preocupações sobre a procura futura de títulos norte-americanos.

No mercado petrolífero, a maior procura por parte da Índia sustentou os preços, enquanto os investidores seguiram com atenção os desenvolvimentos nas negociações entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear. Na sequência, o Brent valorizou mais de 3%, para 69,55 dólares por barril, e o WTI subiu 2,53%, para 64,72 dólares por barril.

Por fim, no mercado de metais preciosos, o ouro valorizou 2,05%, para 5 048,05 dólares por onça, apoiado pela expectativa de suporte da Fed à economia e pela desvalorização do dólar, que caiu cerca de 0,82% face ao euro, para 1,19 dólares.

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