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Economia

Sector mineiro à "caça" de novos investimentos

NA ÁFRICA DO SUL

Foi com este propósito que o País participou esta semana do Mining Indaba 2026, na Cidade do Cabo, África do Sul, o principal fórum africano do sector mineiro.

Nos últimos anos, o sector mineiro angolano tem procurado novos investimentos, procurando novas parcerias e diversificar a produção além dos diamantes, com uma aposta estratégica em minerais críticos e na industrialização local.

Angola consolidou-se como o terceiro maior produtor mundial, ultrapassando a marca de 15 milhões de quilates em 2025, gerando receitas estimadas em 1,8 mil milhões USD. As minas de Catoca e Luele garantem mais de 90% desta produção. A meta para 2027 é atingir os 17 milhões de quilates de diamante.

O País possui 35 dos 45 minerais mais importantes para o comércio mundial, incluindo ouro, ferro, fosfatos, cobre e minerais críticos fundamentais para a transição energética e precisa urgente de captar investimento para o sector, sendo o Mining Indaba um ponto para a materialização das necessidades de investimento. O Governo tem vindo a promover activamente o investimento em cobre, lítio e terras raras, apresentando estas oportunidades em fóruns internacionais.

O evento é hoje considerado como o principal ponto de encontro para líderes africanos e globais da mineração, com foco no fomento do crescimento económico e da sustentabilidade a longo prazo. Tem servido como um ponto de encontro privilegiado para networking, fecho de negócios e discussões sobre temas como os avanços tecnológicos na mineração, práticas de mineração sustentáveis e oportunidades de investimento em projetos de mineração africanos.

Um dos ganhos da participação de Angola ao evento foi o facto de o País se ter tornado no 86.º membro do Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), uma organização que apoia governos e promove a boa governação do sector mineiro e garantir o contributo da mineração para o desenvolvimento sustentável nas comunidades, economia e do ambiente. Com esta adesão, o País pode passar a receber apoio para gerir os ecossistemas e optimizar os benefícios sociais e financeiros em operações mineiras de grande e pequena escala.

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