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Angola

Grau de execução do PDMGL é desconhecido entre instituições do Estado

Expansão confirmou

O nível de execução do Plano Director Metropolitano Geral de Luanda está no "segredo dos deuses". Deveria ser avaliado de 5 em 5 anos, mas nada tem sido feito nesse sentido. Entidades do Estado atropelam-se em obras na capital, o que compromete a qualidade de vida da população.

O Plano Director Metropolitano Geral de Luanda (PDMGL) deveria ser avaliado de cinco em cinco anos pelos vários orgãos do Estado envolvidos, mas essas avaliações nunca aconteceram, apurou o Expansão junto de várias fontes destas instituições públicas.

Já deveria ter sido avaliado em 2020 e 2025, e esse "fechar de olhos" por parte das autoridades é encarada como "falta de interesse" por algumas dessas fontes. "Deviam ser feitas avaliações em 2020 e 2025, mas nada disso aconteceu. Estas avaliações seriam importantes para eventuais actualizações do plano, aferir o grau de implementação, ou até mesmo o nível de satisfação das populações, mas infelizmente nada disso aconteceu", disse uma delas.

No entanto, Osvaldo Jorge, responsável do departamento de Estudos de Planeamento Urbano de Luanda do Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda (IPGUL), garante que o PDMGL continua a ser o guia da gestão urbana da Capital, sendo que sempre que solicitado a dar parecer sobre eventuais iniciativas, estes são dados tendo em atenção este documento, por contemplar e perspectivar a forma de desenvolvimento da Capital.

O problema, apurou o Expansão, está na intervenção de outras instituições do Estado, como ministérios, que também intervêm na gestão de Luanda. Situação que leva a que alguns projectos não contemplados no PDMGL, sejam autorizados, e executados, sem o conhecimento de instituições ligadas ao governo provincial.

"Uma amostra é a construção do Centro de Convenções de Luanda, na praia da Chicala, que está na fase final de conclusão. De repente surgiu ali uma ponte que vai ligar à nova marginal sem estar prevista. A requalificação desta zona fora do que estava previsto afectou também a circulação das águas do canal da Chicala", disse fonte do Expansão.

Para além destas situações, o facto do PDMGL não estar directamente nas mãos do governo provincial também não ajuda à materialização ou fiscalização das acções realizadas.

(Leia o artigo integral na edição 863 do Expansão, sexta-feira, dia 13 de Fevereiro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)

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