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Angola

Mobilidade urbana continua a ser o "calcanhar de Aquiles" do Plano Director de Luanda

DEZ ANOS DEPOIS

Foi apresentado como o ideal para transformar Luanda e dar mais qualidade de vida aos cidadãos, mas passados dez anos, a situação pouco ou nada se alterou. A pressão demográfica é cada vez maior e faltam transportes públicos, saneamento e habitação. A quatro anos da sua conclusão, onde anda o PDMGL?

A mobilidade continua a ser o principal "calcanhar de Aquiles" do Plano Director Metropolitano Geral de Luanda (PDMGL), apresentado em Dezembro de 2015 e ratificado em Outubro de 2019. Passados dez anos, o objectivo de tornar Luanda uma cidade integrada com transportes públicos, estradas, e linhas ferroviárias conectadas, tarda em acontecer, apesar de algumas iniciativas isoladas.

O PDMGL, desenvolvido pela empresa Urbinveste, associada na altura à empresária Isabel do Santos, filha do falecido Presidente da República José Eduardo dos Santos, contempla a criação de 410 Km de caminhos de ferro, 2.750 Km de estradas novas e ainda 525 Km de metro ligeiro ou faixas de autocarros que deveriam ser criadas, pelo menos, até 2030, período previsto para a conclusão da 3ª fase do plano, apresentado como o trunfo para a transformação de Luanda numa cidade moderna e cosmopolita.

O plano apresenta como um dos objectivos nucleares a criação de uma rede multimodal integrada, na qual o transporte público desempenha um papel principal, mas que tarda em acontecer, passados 10 anos desde a sua criação.

Entre as iniciativas previstas para transformar a mobilidade da Capital, destacam-se a implementação do Metro de Superfície de Luanda que ainda não arrancou, mas que começa a dar alguns sinais de vida. Este projecto que pretende ligar o centro de Luanda às zonas norte e sul, assim como ao Novo Aeroporto Internacional já sofreu várias alterações, com várias datas previstas para o seu arranque sem que alguma fosse cumprida.

A data mais recente aparece no Programa para a Melhoria da Mobilidade Urbana de Luanda (PRO-MMUL) aprovado em Decreto Presidencial de 1 de Agosto de 2024, que apontava para 2025 o início da empreitada. A primeira fase prevê a construção de 60 quilómetros no traçado Fidel Castro/ Zona Verde/Sequele/Ramal ZEE/Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, estimada em 1,9 mil milhões USD. Já em Junho do ano passado, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas d"Abreu, prometeu que a primeira fase das obras iria arrancar até Dezembro de 2025, com um custo inicial de 3,0 mil milhões USD.

Para além do metro, o PDMGL prevê também o desenvolvimento da linha férrea, sobretudo a linha do Bungo, na reabilitação do Caminho-de-ferro de Luanda, para servir o novo aeroporto. Este segmento já recebeu vários investimentos, e a ligação ao novo aeroporto até já esteve a funcionar, mas entretanto foi suspensa. As autoridades apontam agora o novo arranque para o segundo semestre do ano sem, no entanto, garantirem se a circulação será mais rápida ou não, já que este foi um dos principais constrangimentos deste meio de transporte. Isto porque não estavam garantidas questões de segurança já que as linhas eram constantemente vandalizadas e os moradores dos bairros continuavam a circular nessas vias para aceder às suas casas.

(Leia o artigo integral na edição 863 do Expansão, sexta-feira, dia 13 de Fevereiro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)

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