Angola subiu dois lugares mas ainda é quarto pior classificado no Índice Global de Inovação
A pontuação de Angola estagnou no índice face a 2025, obtendo os mesmos 13 pontos em 100 possíveis. Ainda assim, é o 8.º país com melhor dividendo demográfico, mas o ambiente político e económico, o nível de educação e qualificação da força de trabalho, o financiamento, bem como as infraestruturas de telecomunicações e logística, empurram a classificação para baixo.
Apesar de estar no top 10 das economias com maior dividendo demográfico, Angola continua entre as cinco piores classificadas no Índice Global de Inovação (IGI) da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) da ONU de 2026, ocupando o quarto pior lugar. O País só ganha à República Democrática do Congo (RDC), ao Níger e ao Chade, que são os três últimos da lista.
A pontuação de Angola estagnou no índice face a 2025, obtendo os mesmos 13 pontos em 100 possíveis, o que lhe vale o 136.º lugar entre as 139 nações avaliadas. A subida de posição de Angola deveu-se mais ao demérito da RDC, que perdeu 10 pontos e caiu para penúltima do ranking. Também ultrapassou o Níger.
A lista das economias mais inovadoras é liderada, sem surpresa, pela Suíça. O país do centro da Europa mantém a posição há 16 anos por, entre vários factores, ter uma educação de elite e eficiência e equilíbrio no ecossistema de inovação. A Suécia é a segunda no IGI, lugar que este país nórdico não larga desde 2023. Na terceira posição estão os Estados Unidos da América, no pódio há três anos seguidos. O pódio africano no índice é preenchido pelas Ilhas Maurícias (50.º lugar no mundo), que superam países economicamente mais fortes. A sustentação no topo da tabela ganhou impulso desde 2020, período em que o país implementou reformas profundas. Seguem-se Marrocos (54.º) e a África do Sul (63.º).
O IGI avalia 139 países através da análise de 80 indicadores, divididos em sete pilares-chave, que integram dois subíndices com o mesmo peso (50-50) na pontuação final de cada País. No primeiro subíndice, que avalia os insumos (inputs), ou seja, os elementos da economia que viabilizam e facilitam a inovação, a OMPI analisa dados de cinco pilares: instituições, capital humano e pesquisa, infra-estruturas, sofisticação...











