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Angola

Dinheiro transaccionado no Kwik cresce 62% para 557 mil milhões Kz em seis meses

EXPANSÃO DA MOEDA ELECTRÓNICA AVANÇA

Em média diária, o mecanismo de pagamento instantâneo do BNA movimentou quase 40 milhões Kz por cada um dos 181 dias do 1.º semestre do ano. A explosão do Kwik está relacionada com a disrupção total das transacções.

O arranjo de pagamento Kwik (Kwanza Instantâneo), lançado pelo Banco Nacional de Angola (BNA) em Junho de 2023, está a conquistar adeptos. Durante o primeiro semestre de 2026, o mecanismo movimentou mais de 557 mil milhões de Kz, um crescimento de 62% face ao período homólogo de 2025, calculou a Expansão com base nos dados da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS).

As transacções no Kwik foram equivalentes, em média, a 30,8 milhões de Kz/dia, durante os 181 dias dos primeiros seis meses do ano, num total de mais de 8,7 milhões de operações. O mecanismo de pagamento que operacionaliza a moeda electrónica, garantindo a interoperabilidade entre os vários prestadores de serviços de pagamento e os home banking (aplicativos dos bancos), é parte importante da estratégia do banco central para aumentar o acesso aos serviços financeiros e formalizar, de certa forma, as transacções financeiras em Angola.

Desde a sua entrada no mercado, o sistema de pagamentos instantâneos, que permite fazer transacções em segundos e em qualquer lugar sem precisar de internet, já transaccionou cerca de 1,3 biliões de Kz entre Outubro de 2023 e Junho deste ano, contando com mais de 58,5 milhões de operações. Este crescimento promissor do Kwik, tal como o seu homólogo Pix, do Brasil (ambos caracterizados pela sua rapidez), tem a ver com a disrupção total no sistema financeiro, visto que as transacções podem ser feitas através de quatro alternativas, nomeadamente IBAN, número de telemóvel, endereço de e-mail ou mesmo alcunha (nickname).

Para a EMIS, a expansão do mecanismo - que é parte de uma recomendação do Banco Mundial no sentido de dotar Angola de um instrumento de pagamento universal, interoperável e inclusivo - chega agora, em 2026, com campanhas em massa aos pagamentos à população não bancarizada, começando com o lançamento do programa "Kwik nos Mercados", que iniciou oficialmente em Maio deste ano, sendo o mercado de São Paulo o pioneiro do projecto.

O programa visa levar aos cidadãos e comerciantes uma solução já disponível em mais de 20 instituições financeiras, entre bancos e PSP, mas agora com maior presença no terreno, promovendo a sua adopção no quotidiano de forma prática e acessível.

"Mais do que uma evolução tecnológica, esta iniciativa representa uma mudança comportamental relevante, ao aproximar soluções digitais de pagamento de um dos segmentos mais importantes da economia nacional", diz a EMIS no seu site.

Especialistas apontam que, além de uma sensibilização para o uso em massa deste serviço de pagamento, o crescimento bem-sucedido deste tipo de transacções requer um foco contínuo na educação digital, na segurança cibernética e na conformidade regulatória, garantindo que todas as partes envolvidas estejam em conformidade com os padrões de segurança para manter a confiança dos utilizadores e a integridade das transacções.

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