Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Angola

Oito em cada 10 obras estavam paralisadas no primeiro trimestre

DADOS DO INE

A perda do poder de compra por parte das famílias continua a adiar o sonho da casa própria. A inflação é um "imposto escondido" e, a cada ano que passa, faz com que as poupanças das famílias tenham de ser reforçadas para poderem concluir as obras.

No primeiro trimestre deste ano, 78% das obras estavam paralisadas em todo o País, ou seja, apenas 2 em cada 10 obras estavam em construção no I trimestre deste ano, conforme indicam os dados do Inquérito de Acompanhamento dos Edifícios em Construção (IAEC) do Instituto Nacional de Estatística (INE) publicado recentemente. Este inquérito é uma pesquisa trimestral que monitoriza o estado físico das obras e classifica como em "construção" ou "paralisadas" para avaliar o avanço, tipo de construtor e área bruta de construção.

O objectivo é avaliar a evolução da actividade da construção, identificando o ritmo de execução, funcionando como barómetro para entender o dinamismo do sector imobiliário e da construção civil no País. O relatório observa ainda que nos três primeiros meses do ano foram visitadas 6.132 obras, das quais apenas 1.342 estavam em processo de construção, o que demonstra que persistem no mercado problemas relacionados com o sector da construção.

Várias são as causas deste fenómeno que vão desde o preço dos materiais de construção, que seguem em alta no mercado nacional, além da inflação que corrói o poder de compra das famílias e das empresas. Dificuldades na obtenção de financiamento bancário são outro dos constrangimentos que afectam as famílias e empresas. Face ao final de 2025, o cenário até melhorou, visto que em Dezembro 80% das obras estavam paralisadas (ver gráfico).

Neste primeiro trimestre verificou-se um aumento da amostra do relatório, visto que passou de 4.579 obras no final de Dezembro para 6.132 no fim de Março. A província de Benguela é a zona do país onde a percentagem de paralisação é maior. O relatório do INE indica que das 1.058 obras visitadas na "Cali fórnia" angolana 98% estavam paralisadas. Apenas 12 estavam a ser construídas.

A seguir surge a província do Uíge, onde 97% das obras estavam paralisadas, fechando o pódio a província do Moxico, com 94%. Apesar de haver inúmeras construções em Luanda nos últimos anos, 75% das obras encontravam-se paralisadas no primeiro trimestre do ano, ou seja, das 492 obras visitadas pelo INE, apenas 25% estavam em andamento.

Cuanza Sul lidera construções

Em sentido contrário, a província do Cuanza Sul é a região com menos obras paralisadas na medida em que das 181 construções visitadas 90% estavam em andamento, a mesma percentagem encontrada na província do Namibe. O Bié, com 61% e o Huambo...

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo