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Angola

Reforço da oferta eléctrica abre novas oportunidades ao sector privado

Aponta Tiago de Almeida , responsável da EY-Parthenon

A transformação em curso no sector energético nacional está a criar novas oportunidades para o sector privado em Angola. O aumento da capacidade de geração e a melhoria das infra-estruturas de distribuição poderão permitir a retoma ou implementação de projectos que, até recentemente, estavam condicionados pela insuficiência do fornecimento de energia eléctrica, defendeu esta sexta-feira, o responsável da EY-Parthenon, durante o IV Fórum Indústria do Expansão.

Tiago de Almeida abordou o tema "Liberdade do preços das tarifas de electricidade: formato e consequências", onde três questões essenciais: Que investimentos passam a fazer sentido com maior disponibilidade de energia?; Posso tornar-me também investidor ou produtor no sector energético?; Como quero assegurar a energia necessária para o meu próximo investimento?

Assim, segundo, especialista, neste novo cenário, sectores com elevado consumo de electricidade, como a produção de fertilizantes, alumínio, hidrogénio, data centers e outros processos industriais pesados, passam a ter melhores condições para serem avaliados pelos investidores. "Revisitar sectores e projectos electro-intensivos que até agora estavam fora do radar ou limitados pela disponibilidade energética", afirmou.

A nova realidade do sector coloca igualmente maior importância no planeamento das necessidades energéticas das empresas. Questões como o volume de consumo, o custo, a fiabilidade do fornecimento e a duração dos contratos passam a ser consideradas na definição dos investimentos.

Neste contexto, soluções como a ligação directa à rede, os contratos de compra de energia, contratos de longo prazo e a geração dedicada ganham relevância na estruturação dos projectos. A forma de acesso e contratação da energia passa, deste modo, a constituir um dos elementos a considerar na avaliação da viabilidade económica dos investimentos. "O modelo de fornecimento pode tornar-se parte central do business case", apontou.

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