Cadeia de frio serve de ensaio à futura Plataforma Logística da Caála
O projecto custou 2,5 milhões USD, financiados em duas partes: 1,5 milhões do Banco Mundial e um milhão do Estado, através da ARCCLA. O Grupo António Mosquito vai pagar uma taxa inferior a 5% deduzida do valor da tonelada armazenada. Um valor simbólico para dinamizar a cadeia de frio
Antes da conclusão daquilo que será a grande Plataforma Logística da Caála, no Huambo, a Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística (ARCCLA) está a testar, desde o início deste mês, um modelo em miniatura com 15 contentores frigoríficos, que servem de laboratório para perceber o que funciona, o que pode falhar e o que será preciso corrigir, servindo de réplica para futuras cadeias de frio em desenvolvimento noutras regiões do País. Esta Solução Intermédia da Cadeia de Frio da Caála foi entregue, através de concurso, à empresa Bacatral, do sector logístico agrícola do Grupo António Mosquito (GAM), com grande relevância e história no planalto central. O projecto custou 2,5 milhões USD, financiados em duas partes: 1,5 milhões vieram do Banco Mundial (BM) e um milhão do Estado, através da ARCCLA.
A participação do BM insere-se no Projecto Diversifica Mais, coordenado pelo Ministério do Planeamento e dotado de um pacote global de 300 milhões USD da instituição multilateral. O programa tem como objectivo dinamizar a economia ao longo do Corredor do Lobito, eixo que atravessa também a província do Huambo, onde a solução intermédia da cadeia de frio foi instalada.
Segundo fontes do Expansão, a empresa do empresário António Mosquito, que assumiu a gestão, pagou um seguro-caução de 2% do valor do investimento, ou seja, 50 mil USD, para garantir o projecto. Do outro lado do negócio, o Estado vai receber um valor variável, inferior a 5% por tonelada (ton) armazenada, considerado pelo Governo como simbólico para incentivar o sector privado a contribuir para a logística agro, para ultrapassar um défice estrutural que tem feito morrer o sonho comercial de vários produtores em Angola.
A Bacatral vai gerir a plataforma durante dois anos, a contar de 5 de Outubro, data da inauguração da cadeia de frio, período em que está prevista a conclusão da Plataforma Logística da Caála, cujo custo global é estimado em mais de 60 milhões EUR, com um financiamento inicial de 15 milhões EUR garantido por um fundo dos Países Baixos. Esta fase, agora inaugurada, não entra nessas contas, por ser uma solução transitória com investimentos próprios.
A cadeia de frio é composta por 15 contentores frigoríficos (cinco de 40 pés e dez de 20 pés), alimentados por energia solar, e com capacidade de armazenar cerca de 450 toneladas de produtos agrícolas diversos a temperaturas entre 4 e -20 graus Celsius. Os contentores são modulares, o que permite deslocá-los para centros satélites, mais perto das zonas de produção, quando a plataforma definitiva entrar em funcionamento...











