Crédito ao sector privado em Angola seis vezes abaixo da média da SADC
O crowding out - privilegiar o Estado em vez do crédito a privados - continua a pesar em Angola. Governo continua a rivalizar com a economia no acesso a recursos dos bancos, e os que compram dívida pública são beneficiados no acesso a divisas. Problemas sistémicos do País continuam a penalizar o crédito.
O stock de crédito concedido pela banca ao sector privado cresceu 13% em 2025 face ao ano anterior, atingindo os 7,1 biliões Kz, mas o rá cio deste crédito sobre o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,5 pon tos percentuais para 5,6%, seis ve zes abaixo dos 36% que, de acordo com um relatório do Banco Euro peu e Investimento, são a média da SADC e quatro vezes abaixo da me diana da região, que é de 20%, se gundo o FMI.
O fosso está a aumen tar e o rácio do crédito ao sector pri vado sobre o PIB bateu no valor mais baixo nos últimos dez anos. Longe vão os tempos em que o crédito ao sector privado era mais robusto, como acontecia em 2016, durante a "ressaca" da quela que foi a segunda grande crise petrolífera do século XXI a nível mundial, depois de um cho que de excesso de oferta ter pro vocado a queda dos preços de 110 USD em 2014 para 50 USD no início de 2015, gerando graves re cessões e desequilíbrios fiscais em países exportadores alta mente dependentes desta maté ria-prima.
Foi o caso de Angola, que além dos preços em queda começava a assistir aos sinais da quilo que hoje é conhecido como o declínio da produção que, des de 2017, encolheu cerca de 700 mil barris de petróleo por dia. Era preciso financiar os orça mentos gerais do Estado e a so lução - além dos financiamen tos externos - passou por recor rer à banca e à emissão de...











