ANPG e Chevron anunciam descoberta em Cabinda
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a Chevron anunciaram uma nova descoberta de petróleo e condensados no Bloco 0, offshore de Angola, na província de Cabinda. A descoberta foi realizada através do poço de exploração 105-4X, que atingiu uma profundidade de cerca de 600 metros de coluna de petróleo e condensados.
A concessionária nacional referiu em comunicado que os resultados preliminares confirmam a existência de uma coluna de óleo e gás condensado, com mais de 600 metros (cerca de 2.000 pés), no reservatório principal da Formação Pinda. O Bloco 0 é operado pela Chevron Corporation, através da subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), que detém uma participação de 39,2% no projecto, enquanto a Sonangol E&P detém 41%, TotalEnergies 10% e a Azule Energy 9,8%. Kevin McLachlan, vice-presidente de exploração da Chevron, descreveu o anúncio como "uma nova fase da Chevron em Angola".
O novo projecto segue agora para a fase de avaliação, onde serão estudados os moldes de desenvolvimento da descoberta, incluindo a conexão de novos poços ou campos de petróleo e gás a uma plataforma de produção ou navio existente. As novas descobertas podem tornar-se mais competitivas quando são ligadas a infraestruturas já instaladas e em funcionamento. McLachlan referiu ainda que a combinação entre exploração e oportunidades de desenvolvimento, apoiada por infraestruturas em actividade, cria valor para os investidores, ao mesmo tempo que demonstra que a estratégia está a gerar resultados concretos. "Esta descoberta reforça a nossa confiança no potencial de Angola", disse o gestor.
A Bacia do Baixo Congo foi sempre uma zona de conforto da Chevron devido à sua geologia comprovada e décadas de experiência em Angola. A Chevron opera no País desde a década de 1930, tendo iniciado a exploração e produção em 1954.
A primeira descoberta offshore data de 1966. Esta nova descoberta segue- -se a outro marco recente alcançado pela Chevron no mesmo bloco, com o início da produção na Plataforma N"dola Sul, que arrancou em Dezembro de 2025, pouco mais de dois anos após o início da construção da plataforma. Para além do petróleo, a Chevron detém uma participação de 36,4% na Angola LNG, que tem capacidade para processar 1,1 mil milhões de pés cúbicos de gás por dia. Prevê-se também que a sua participação de 31% no projecto Novo Consórcio de Gás contribua para aumentar o valor do sector, estando a primeira produção dos campos de Quiluma e Maboqueiro prevista para 2026.
Actualmente, a Chevron produz cerca de 300 mil barris de petróleo por dia na África Subsariana. Nos últimos meses, a empresa reforçou a sua posição no sector através do sucesso obtido na Nigéria e aquisição de novas áreas de prospecção. Nos próximos anos, a Chevron prevê aumentar a sua presença na região subsariana, sobretudo na Namíbia, Nigéria, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial.









