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Economia

Banco japonês vai disponibilizar 449 milhões de euros para infraestruturas

DESENVOLVIMENTO DE POLOS TURÍSTICOS

Este financiamento enquadra-se no plano de desenvolvimento do turismo, que pretende atrair mais visitantes para o País e aumentar participação do sector no PIB, que actualmente é de 1,4%, segundo as autoridades.

O Banco Mitsubishi UFJ Finance Group (MUFG) vai financiar a construção de infraestruturas integradas de 5 polos de desenvolvimento turístico no País, no valor de 449 milhões euros. Tratam-se dos Pólos de Desenvolvimento Turístico de Cabo Ledo, na província do Ícolo e Bengo, Baía do Quicombo, na Província do Cuanza Sul, Baías das Pipas, dos 3 Irmãos e do Tômbwa, na Província do Namibe.

A decisão, autorizada pelo Presidente da República, materializa-se através de despachos presidenciais que formalizam a contratação simplificada, e determina que para a construção de infraestruturas integradas dos Projectos de Desenvolvimento Turístico da Baía do Quicombo, Baía das Pipas, Baía dos 3 Irmãos e Baía do Tômbwa, sejam aplicados 200 milhões euros. Já a construção de infraestruturas integradas do Projecto de Desenvolvimento Turístico do Cabo Ledo, vai consumir 249 milhões euros.

O financiamento, assegurado através de uma linha externa disponibilizada pelo MUFG, não se destina à construção de hotéis ou resorts, mas sim à criação das condições-base que viabilizam a entrada de grandes desenvolvedores turísticos, operadores hoteleiros e promotores imobiliários, nacionais e internacionais. Segundo um comunicado do Ministério do Turismo, "a decisão do Executivo de canalizar recursos para o investimento em infraestruturas nessas áreas corresponde a uma medida fundamental para a criação de oportunidades concretas para os grandes desenvolvedores de projectos turísticos, promotores imobiliários e investidores nacionais e estrangeiros, com impacto directo na criação de emprego, dinamização da economia local e melhoria das condições de vida das comunidades envolventes".

"Este modelo integrado de investimento público, para facilitar a entrada de investimento privado, permite reduzir significativamente os custos de entrada para os investidores, aumentar a competitividade do destino e promover um desenvolvimento turístico sustentável", lê-se no documento.

No caso de Cabo Ledo, o projecto prevê a implantação de cerca de 50 quilómetros de infraestruturas viárias, sistemas completos de drenagem, abastecimento de água potável, iluminação pública, paisagismo urbano e sinalética turística, criando a espinha dorsal física de um dos mais ambiciosos destinos turísticos planeados do País. A expectativa do Executivo é que este investimento público funcione como um efeito multiplicador, com impacto directo na criação de emprego, dinamização das economias locais, aumento das receitas fiscais e redução da dependência estrutural do petróleo.

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