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Economia

Confiança dos empresários e gestores com o arranque mais baixo desde 2021

COMUNICAÇÃO, INDÚSTRIA E TURISMO ARRASTAM INDICADOR DE CLIMA ECONÓMICO NO I TRIMESTRE

Dos sete sectores analisados pelo INE, três registaram queda da confiança: comunicação, indústria transformadora e turismo, afectados sobretudo pela escassez de matérias-primas, falta de água e energia, burocracia e dificuldades financeiras.

O Indicador de Clima Económico (ICE), que mede a confiança dos empresários sobre a evolução da economia nacional no curto prazo, recuou 1 ponto percentual no primeiro trimestre deste ano face ao período homólogo de 2025, fixando-se nos 5 pontos, segundo cálculos do Expansão com base no Inquérito de Conjuntura às Empresas do Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se do pior arranque dos últimos cinco anos. Só para se ter uma ideia, para encontrar um início de ano mais fraco é preciso recuar ao primeiro trimestre de 2021, período marcado pelos efeitos económicos da pandemia da Covid-19, quando a confiança empresarial atingiu níveis historicamente baixos.

Ainda assim, em comparação com o quarto trimestre de 2025, o indicador registou uma ligeira melhoria de 1 ponto percentual.

E na base da queda da confiança empresarial teve origem sobretudo em três sectores: comunicação, indústria transformadora e turismo, os únicos a registarem quedas em termos homólogos. O sector da comunicação foi o mais penalizado.

O indicador de confiança caiu de 31 para 15 pontos, uma quebra de 16 pontos percentuais, reduzindo praticamente para metade o nível de optimismo dos empresários e gestores sobre as perspectivas económicas no curto prazo. Ainda assim, o sector mantém-se entre os mais confiantes da economia, ocupando agora a segunda posição, atrás apenas dos transportes, que lideram com 17 pontos. O pior registo da comunicação continua a ser o de 2021, quando o indicador desceu para apenas 1 ponto.

Segundo o INE, "as perspectivas de actividade e de procura dos serviços impactaram negativamente na percepção dos empresários do sector". Apesar de os empresários garantirem não enfrentar dificuldades no acesso ao crédito bancário, continuam a apontar constrangimentos financeiros, concorrência elevada, insuficiência da procura e excesso de burocracia e regulamentações estatais como os principais obstáculos à actividade.

Por sua vez, na indústria transformadora, o indicador de confiança recuou de 10 para 7 pontos, menos 3 pontos percentuais face ao período homólogo. E o facto é que o sector continua a enfrentar dificuldades estruturais, como escassez de matérias-primas, falta de água e energia, frequentes avarias mecânicas nos equipamentos, excesso de burocracia e limitações financeiras.

Já o turismo, frequentemente apontado como um dos sectores estratégicos para a diversificação da economia, também registou uma queda da confiança dos empresários, ao cair de 10 para 7 pontos, igualmente menos 3 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado. O INE explica que "a evolução desfavorável do indicador face ao trimestre homólogo resultou do impacto negativo de todas as variáveis que compõem o sector". Apesar de algumas melhorias regista das em factores como dificuldades financeiras, preços de venda e acesso a pessoal qualificado, os empresários continuam a apontar o ex cesso de burocracia e regulamentações estatais como limitações importantes. Ainda assim, a insuficiência da procura foi o factor que mais pesou negativamente no desempenho das empresas do sector.

Transportes lideram optimismo

Em sentido contrário, os trans portes foram o sector que mais contribuiu positivamente para a confiança empresarial no primeiro trimestre de 2026. O indicador saltou de 1 para 17 pontos, um aumento de 16 pontos percentuais face ao....

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