Trégua entre EUA e Irão impulsiona petróleo no arranque da semana
Os preços do petróleo iniciaram a sessão desta segunda-feira em alta, embora com ganhos mais moderados do que os registados na abertura dos mercados, na sequência do acordo entre os Estados Unidos e o Irão para suspenderem os ataques mútuos, depois da escalada militar verificada durante o fim de semana.
Por volta das 09h00, em Luanda, o Brent, referência para as exportações angolanas, valorizava 0,7%, para 72,5 USD por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, avançava 1,4%, negociando nos 70,2 USD por barril.
O mercado acompanha agora a evolução das negociações diplomáticas, que deverão prosseguir ao longo da semana, segundo um responsável norte-americano citado pela Bloomberg. Com o abrandamento das tensões, o petróleo devolveu praticamente todos os ganhos acumulados desde os primeiros ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, no final de Fevereiro.
Antes do conflito, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados mundialmente transitava pelo estreito de Ormuz. A retoma das negociações reforça a expectativa de um acordo mais duradouro, capaz de garantir a reabertura plena desta rota marítima estratégica para o comércio energético global.
Apesar do alívio nas cotações, persistem constrangimentos na navegação pelo estreito de Ormuz. Os fluxos de petróleo e gás natural, que tinham recuperado após um entendimento provisório entre as partes, voltaram a abrandar na sequência dos mais recentes ataques, incluindo o incidente envolvendo um superpetroleiro. Neste contexto, muitos armadores continuam relutantes em atravessar a via marítima, enquanto centenas de navios permanecem retidos no Golfo Pérsico devido às persistentes preocupações com a segurança.
Entretanto, na Rússia, o Presidente Vladimir Putin reconheceu que o país enfrenta problemas de abastecimento de combustíveis, refletidos em filas nas estações de serviço. Segundo a Bloomberg, o chefe de Estado confirmou que o Governo está a avaliar a imposição de uma proibição total das exportações de gasóleo como forma de mitigar a escassez no mercado interno.











