Corredores ferroviários podem posicionar Angola como hub logístico regional
A interligação das redes ferroviárias de Angola com a República do Congo, a República Democrática do Congo (RDC) e a Zâmbia constitui um dos principais pilares da estratégia para reforçar a integração regional e afirmar o País como plataforma logística de referência em África. A posição foi defendida por Eugénio Fernandes, director da Direcção Nacional para a Economia das Concessões, durante a sua intervenção no II Fórum Transportes e Logística do Expansão, subordinado ao tema "Corredores Logísticos e de Desenvolvimento".
Segundo o responsável, as conexões ferroviárias permitem ligar importantes zonas de produção mineira e agrícola do interior da África Central e Austral aos portos atlânticos angolanos, nomeadamente Lobito, Cabinda e Caio, criando uma alternativa competitiva para o escoamento de mercadorias.
Eugénio Fernandes salientou que as ligações ferroviárias desempenham um papel determinante na integração económica e territorial da região, ao promoverem uma circulação mais eficiente de pessoas e mercadorias, fortalecerem as cadeias de valor regionais e consolidarem o posicionamento da África Central e Austral como plataforma exportadora de matérias-primas e bens.
Neste quadro, destacou o papel estratégico da rede ferroviária nacional, estruturada em torno de três grandes corredores logísticos. O Corredor de Malanje, explicou, reforça a ligação à República Democrática do Congo através do troço Malanje-Luvo, potenciando o intercâmbio comercial com a África Central e ampliando o acesso aos mercados do interior do continente.
Já o Corredor do Lobito foi apontado como um dos principais eixos estruturantes da integração regional. "Articulado com as redes ferroviárias da Zâmbia e da RDC, o corredor assegura a ligação ao Copperbelt e facilita o escoamento de minérios e outras mercadorias provenientes do interior da África Austral para o Oceano Atlântico, reforçando a competitividade logística da região", apontou
Por sua vez, o Corredor do Namibe prevê a ligação ferroviária à Namíbia, através do troço Lubango-Santa Clara, aprofundando a integração dos sistemas de transporte da África Austral e criando novas oportunidades para o comércio transfronteiriço.
Na visão do director da Direcção Nacional para a Economia das Concessões, a complementaridade destes três corredores permitirá fortalecer a conectividade internacional de Angola e consolidar o papel do País como uma plataforma logística estratégica entre a África Central e Austral, tirando partido da sua posição geográfica e da crescente procura por corredores de transporte mais eficientes no continente.











