Conclusão do programa obriga à venda de quase dois activos por mês até ao final do ano
Para que o calendário das privatizações seja cumprido o Governo está obrigado a alienar 9 activos em cinco meses, o que dificilmente acontecerá devido a situação em que alguns se encontram. A possibilidade de continuidade do programa no próximo ano está em cima da mesa.
A cinco meses do fim do Programa de Privatizações (ProPriv), iniciado em 2019, continuam as incertezas sobre a sua conclusão devido à necessidade de alienar nove activos até ao final do ano, depois do arranque da alienação de 15% da Unitel, através de uma OPI (Oferta Pública Inicial). Standard Bank Angola e Endiama são as que prometem agitar a bolsa naquele que é o ano derradeiro do programa.
No caso do Standard Bank Angola, há quase certeza que a privatização arranque ainda este ano, o mesmo não se pode dizer das restantes unidades que compõem o tabuleiro das empresas que vão a privatizar, nomeadamente, TAAG, Endiama, Angola Telecom, o Banco Comercial Angolano (BCA), a Nova Cimangola, a ZEE, o Grupo Medianova e a TV Zimbo. Algumas delas, advertem especialistas, enfrentam ainda hoje problemas que dificilmente deverão estar resolvidos a tempo de serem alienadas até Dezembro.
Ainda assim, o Governo parece estar confiante. "São esses os activos que a Comissão Interministerial do Programa de Privatizações irá focar para garantir que, dentro do ano de 2026, esses processos possam ser concluídos, assegurando assim a conclusão do Programa de Privatizações", afirmou o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, no final da reunião da Comissão Nacional Interministerial para o Programa de Privatizações, realizada em Fevereiro, a última até ao momento, onde foi...











