Opulência
Há quem insista que o desenvolvimento de um país se mede pela qualidade de vida dos cidadãos. Uma ideia ultrapassada, certamente inventada por quem nunca assistiu à inauguração de um edifício monumental em Luanda. Falta água, falta luz, os transportes não funcionam, os salários não chegam para as despesas, os hospitais têm dificuldades e as escolas sobrevivem como podem. Mas, em compensação, temos edifícios magníficos. É uma espécie de política de compensação estética: já que não conseguimos melhorar a vida das pessoas, pelo menos melhoramos a paisagem