Quatro Horas
Prometi a mim próprio que este ano não iria escrever sobre o Discurso sobre o Estado da Nação. Até porque, no ano passado, já tinha confessado publicamente a minha vontade de viver naquele País maravilhoso que nos foi apresentado. Depois do que ouvi este ano, essa vontade transformou-se quase numa obsessão. Continuo sem saber exactamente onde fica esse País, que estradas lá vão dar ou se é necessário visto de entrada, mas estou cada vez mais entusiasmado. Parece ser um lugar extraordinário, onde tudo cresce, tudo melhora, tudo avança e os problemas, quando existem, estão sempre em vias de resolução. Um verdadeiro paraíso estatístico. Só tenho pena de continuar a viver neste outro.