Acordo para devolver Ilhas de Chagos é para cumprir, assegura governo britânico
Soberania das Maurícias sobre Chagos é "reconhecida pelo direito internacional" e não deve ser objecto de debate, diz procurador-geral maurício, após Trump afirmar que acordo com o Reino Unido é "grande estupidez".
O procurador-geral das Maurícias, Gavin Glover, afirma que o acordo assinado com o Reino Unido, em Maio, para a devolução do arquipélago de Chagos deve ser "implementado o mais rapidamente possível", rejeitando interferências dos EUA. A reacção de Glover surge horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo sobre as ilhas onde está instalada uma base militar conjunta do Reino Unidos e dos EUA, é "um acto de grande estupidez", contrariando a posição assumida em Maio, quando o secretário de Estado, Marco Rubio, saudou a devolução do arquipélago como uma "conquista monumental".
Oito meses depois, Trump vem dizer que o acordo é "um acto de total fraqueza" e que consta numa "longa lista de razões de segurança nacional", que inclui a Gronelândia. "A soberania da República Maurícia sobre o Arquipélago de Chagos já é inequivocamente reconhecida pelo direito internacional e não deve ser mais objecto de debate", reagiu o procurador-geral das Maurícias, numa declaração escrita. O gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, assegurou que o acordo irá avançar, e que está na fase final de análise no Parlamento, segundo a BBC, enquanto que Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, na oposição, o classificou como resultado de uma "política terrível". O acordo prevê o pagamento de 3,4 mil milhões de libras (4,6 mil milhões USD) pelo arrendamento da base militar conjunta por um século.
A devolução das Ilhas de Chagos vem à tona no dia em que Donald Trump fez um balanço do primeiro ano do segundo mandato, numa conferência de imprensa, onde exibiu fotos de "assassinos desequilibrados" e elencou uma série de "números económicos fictícios" e "afirmações falsas já conhecidas sobre assuntos internos e externos", segundo um fact-check da CNN.
Impeachment ganha adeptos
Ao longo de 80 minutos, Trump disse que herdou da Administração Biden "uma confusão" e que, graças a si, os números estão a melhorar, lamentando que a mensagem económica não esteja a passar. "Quer dizer, não compreendo... Talvez a minha equipa de comunicação não seja muito boa, mas não estamos a conseguir passar a mensagem", afirmou. Um dia depois, em frente à Trump Tower, em Nova Iorque, centenas de manifestantes exigiam um "impeachment" para a sua destituição. "Quando é que isto acabará?", "Abolição do ICE já!", "Trump é diabólico", "A Gronelândia é dos gronelandeses" eram alguns dos cartazes exibidos. O pedido de destituição ganha cada vez mais adeptos.
Segundo o USA Today, vários legisladores estão a pedir ao "Gabinete do Presidente e ao Congresso que o destituam do cargo", ao abrigo da 25ª emenda, disposição que invoca a deterioração das faculdades mentais do Presidente e que nunca foi usada. O pedido surge após Trump ter enviado uma carta ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, a afirmar que os planos dos EUA para assumir o controlo da Gronelândia decorriam do facto de não ter ganho o Nobel da Paz. "Nos 365 dias desde que Donald J. Trump tomou posse para o seu segundo mandato, demitiu, perdoou, processou, impôs tarifas, mobilizou, depôs, desmantelou e deportou pessoas, criando um novo tipo de governo americano, projectado quase inteiramente à sua imagem.
Neste processo, não só transformou o governo federal, como também alterou, possivelmente para sempre, a própria natureza da presidência americana", afirmou Miguel Bárbaro, numa mesa redonda com três jornalistas do New York Times sobre o primeiro ano de manoedato, com o título "Trump 2.0: um ano de poder ilimitado". Jonathan Swan confirmou a sua previsão de 2023 de que "um segundo mandato de Donald Trump envolveria usos extravagantes do poder executivo", nomeadamente "instruir o Procurador-Geral para processar indivíduos específicos, algo nunca visto no país".
Maggie Haberman acrescenta a ideia de "personalização do poder", em que Trump "não está apenas a visar os seus inimigos em processos judiciais através do Departamento de Justiça, mas também escritórios de advogados que o prejudicaram", procurando "receber algum tipo de compensação". E Charlie Savage questiona "até que ponto o poder judicial vai ratificar, ou pelo menos não se opor às formas extraordinárias pelas quais Trump está a assumir e a exercer poderes que antes não eram claramente entendidos como sendo da alçada da Casa Branca", uma vez que o Congresso, controlado pelo Partido Republicano "claramente não o impedirá".
O procurador-geral das Maurícias, Gavin Glover, afirma que o acordo assinado com o Reino Unido, em Maio, para a devolução do arquipélago de Chagos deve ser "implementado o mais rapidamente possível", rejeitando interferências dos EUA. A reacção de Glover surge horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo sobre as ilhas onde está instalada uma base militar conjunta do Reino Unidos e dos EUA, é "um acto de grande estupidez", contrariando a posição assumida em Maio, quando o secretário de Estado, Marco Rubio, saudou a devolução do arquipélago como uma "conquista monumental".
Oito meses depois, Trump vem dizer que o acordo é "um acto de total fraqueza" e que consta numa "longa lista de razões de segurança nacional", que inclui a Gronelândia. "A soberania da República Maurícia sobre o Arquipélago de Chagos já é inequivocamente reconhecida pelo direito internacional e não deve ser mais objecto de debate", reagiu o procurador-geral das Maurícias, numa declaração escrita. O gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, assegurou que o acordo irá avançar, e que está na fase final de análise no Parlamento, segundo a BBC, enquanto que Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, na oposição, o classificou como resultado de uma "política terrível". O acordo prevê o pagamento de 3,4 mil milhões de libras (4,6 mil milhões USD) pelo arrendamento da base militar conjunta por um século.
A devolução das Ilhas de Chagos vem à tona no dia em que Donald Trump fez um balanço do primeiro ano do segundo mandato, numa conferência de imprensa, onde exibiu fotos de "assassinos desequilibrados" e elencou uma série de "números económicos fictícios" e "afirmações falsas já conhecidas sobre assuntos internos e externos", segundo um fact-check da CNN.
Impeachment ganha adeptos
Ao longo de 80 minutos, Trump disse que herdou da Administração Biden "uma confusão" e que, graças a si, os números estão a melhorar, lamentando que a mensagem económica não esteja a passar. "Quer dizer, não compreendo... Talvez a minha equipa de comunicação não seja muito boa, mas não estamos a conseguir passar a mensagem", afirmou. Um dia depois, em frente à Trump Tower, em Nova Iorque, centenas de manifestantes exigiam um "impeachment" para a sua destituição. "Quando é que isto acabará?", "Abolição do ICE já!", "Trump é diabólico", "A Gronelândia é dos gronelandeses" eram alguns dos cartazes exibidos. O pedido de destituição ganha cada vez mais adeptos.
Segundo o USA Today, vários legisladores estão a pedir ao "Gabinete do Presidente e ao Congresso que o destituam do cargo", ao abrigo da 25ª emenda, disposição que invoca a deterioração das faculdades mentais do Presidente e que nunca foi usada. O pedido surge após Trump ter enviado uma carta ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, a afirmar que os planos dos EUA para assumir o controlo da Gronelândia decorriam do facto de não ter ganho o Nobel da Paz. "Nos 365 dias desde que Donald J. Trump tomou posse para o seu segundo mandato, demitiu, perdoou, processou, impôs tarifas, mobilizou, depôs, desmantelou e deportou pessoas, criando um novo tipo de governo americano, projectado quase inteiramente à sua imagem.
Neste processo, não só transformou o governo federal, como também alterou, possivelmente para sempre, a própria natureza da presidência americana", afirmou Miguel Bárbaro, numa mesa redonda com três jornalistas do New York Times sobre o primeiro ano de manoedato, com o título "Trump 2.0: um ano de poder ilimitado". Jonathan Swan confirmou a sua previsão de 2023 de que "um segundo mandato de Donald Trump envolveria usos extravagantes do poder executivo", nomeadamente "instruir o Procurador-Geral para processar indivíduos específicos, algo nunca visto no país".
Maggie Haberman acrescenta a ideia de "personalização do poder", em que Trump "não está apenas a visar os seus inimigos em processos judiciais através do Departamento de Justiça, mas também escritórios de advogados que o prejudicaram", procurando "receber algum tipo de compensação". E Charlie Savage questiona "até que ponto o poder judicial vai ratificar, ou pelo menos não se opor às formas extraordinárias pelas quais Trump está a assumir e a exercer poderes que antes não eram claramente entendidos como sendo da alçada da Casa Branca", uma vez que o Congresso, controlado pelo Partido Republicano "claramente não o impedirá".











