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Regular sem produzir? O paradoxo da Inteligência Artificial em Angola
É preciso criar razões económicas para que a Inteligência Artificial seja produzida, apropriada e disseminada dentro do país. Um país pode redigir códigos sofisticados para plataformas que não criou; proteger dados que não sabe transformar em inovação; disciplinar mercados digitais cuja propriedade intelectual, infra-estrutura e rendas permanecem no estrangeiro.
06 OUTUBRO 2026
CONVIDADO
A nova geografia digital da África Subsariana | Quem está preparado para a Era da Inteligência Artificial?
O desafio não consiste em ascender alguns lugares numa tabela. Consiste em converter prontidão formal em capacidade produtiva; capacidade produtiva em conhecimento endógeno; e conhecimento em autonomia estratégica. Porque, na geografia económica que agora emerge, a questão já não será apenas quem possui petróleo, minerais, portos ou mercados. Será também quem possui a inteligência capaz de os organizar, combinar e transformar.
08 SETEMBRO 2026
CONVIDADO
Estabilidade monetária | Angola perante a África Subsariana e o mundo
A lição é severa: sem moeda estável, não há confiança; sem confiança, não há investimento duradouro; sem investimento produtivo, a diversificação continuará promessa adiada. Angola não precisa apenas de controlar preços; precisa de reconstruir a honra da sua moeda. Porque uma moeda que preserva valor não é apenas instrumento económico: é pacto social, disciplina institucional e soberania quotidiana.
27 AGOSTO 2026
Opinião
Angola e o Leviatã Regulatório | Quando a norma deixa de proteger e começa a asfixiar
Libertar a empresa produtiva não é enfraquecer o Estado; é retirar-lhe gordura para lhe devolver músculo. Promover concorrência não é hostilizar empresas nacionais; é prepará-las para sobreviver sem tutela. A prosperidade não nasce da licença, mas da confiança. E a confiança nasce quando a regra deixa de ser muralha e se torna caminho.
29 JULHO 2026
CONVIDADO
Angola e a fronteira invisível que nos empobrece
Angola precisa de uma reforma acerada: simplificar alfândegas, digitalizar licenças, reduzir custos logísticos, abrir corredores, tornar previsível o câmbio, proteger activos estrangeiros e substituir a suspeição pelo contrato. Mais do que proclamar zonas francas, é preciso criar uma cultura de previsibilidade; mais do que inaugurar infra- -estruturas, é necessário extirpar o morbo procedimental que devora a competitividade.
10 JULHO 2026
CONVIDADO
A Lei, Pátria da Economia
A conclusão é clara: Angola não acompanhou a melhoria institucional regional nem se aproximou do padrão mundial. A reforma decisiva não começa apenas na moeda, no orçamento, no petróleo ou no investimento estrangeiro; começa na confiança - na lei, no juiz, no contrato, no registo, na propriedade e na imparcialidade do Estado. Sem essa confiança, a liberdade económica é formal; com ela, pode tornar-se diversificação real e futuro partilhado.
26 JUNHO 2026
CONVIDADO
Zacarias Kamwenho e a Geometria do Ondjango - Economia, palavra e casa comum
Para Kamwenho, Angola não é apenas território ou aparelho estatal; é uma casa ferida por lutos, silêncios e desconfianças históricas. Por isso, a reconstrução nacional não se mede apenas por estradas, receitas, investimentos ou estatísticas. Uma nação pode crescer sem se reconciliar, enriquecer sem se humanizar e possuir Estado sem reencontrar a casa. É neste horizonte que o Ondjango se aproxima da Economia de Comunhão.Dom Zacarias Kamwenho morreu na sexta-feira, 29 de Maio, aos 91 anos de idade.
30 MAIO 2026
CONVIDADO
Esperança de vida vs. Índice de Desenvolvimento Humano
Angola está a vencer a batalha da sobrevivência. A guerra do desenvolvimento humano integral, porém, permanece em curso. O desafio estratégico já não é apenas fazer viver mais, mas fazer viver melhor - com educação que emancipa, rendimento que dignifica e oportunidades que deixem de ser exceção para se tornarem destino comum.
18 MAIO 2026
CONVIDADO
Papa Leão XIV | A riqueza da nação Angolana e os sinais da passagem de Deus
A Riqueza da Nação Angolana - vocábulo de densidade quase sacramental - não se deixa aprisionar em aritméticas: transcende, excede, irradia. E assim, entre o pó telúrico das minas e o ouro in visível da dignidade humana, o discurso de Papa Leão XIV eleva--se como tratado implícito, onde a economia, depurada de desvios utilitaristas, reencontra a sua vocação originária: servir o homem, para que o homem não se extravie na voragem do ter (Cfr Figura 1).
04 MAIO 2026
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