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Número de mulheres nas ciências não chega a um terço dos homens há uma década

ANGOLA SEGUE TENDÊNCIA GLOBAL

O baixo número de mulheres nas ciências é a consequência do percurso escolar desde a base, onde as mulheres são as mais sacrificadas. Tanto homens como mulheres entram no ensino em quase paridade, mas as circunstâncias sociais retiram "força" às mulheres e afastam-nas das áreas de investigação, tecnologia e inovação.

Há uma década que o número de mulheres nas ciências não ultrapassa as 2.500 por ano, representando menos de um terço dos homens a cada ano, segundo apurou o Expansão com base nos anuários de estatísticas do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI).

As estatísticas dos últimos 10 anos mostram uma média de apenas 2 mil mulheres nas ciências, a cada ano, compreendendo-se neste universo o número de mulheres que se dedicam à pesquisa, tecnologia e inovação. No entanto, o panorama apresenta sinais de crescimento, ao passar de 1.142 mulheres em 2014 para 2.503 em 2024 (ver infografia).

Mas o desequilíbrio mantém-se. Contas feitas, no total de docentes no ensino superior em 2014, em cada 10 professores sete eram homens e apenas três mulheres. Já em 2024, em 10 professores, apenas duas eram mulheres. Apesar de as estatísticas apresentarem um ritmo de crescimento maior de mulheres, nas ciências o cenário é diferente. Nos últimos 10 anos, o número de mulheres nas ciências sempre esteve abaixo dos homens.

Segundo defendem especialistas, o baixo número de mulheres nas ciências em Angola é consequência do percurso escolar desde a base, onde as mulheres são as mais sacrificadas a partir do ensino primário. Ou seja, tanto os homens como mulheres entram em números iguais ou com poucas diferenças, mas as circunstâncias sociais retiram "for ça" às mulheres e afastam-nas da área das ciências.

Leia o artigo integral na edição 878 do Expansão, sexta-feira, dia 29 de Maio de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

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