Ministérios das Obras Públicas e da Defesa já gastaram 65% do orçamento
Se uns gastam a mais, outros quase nem gastam. São os casos dos ministérios da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e o dos Desportos, com execuções de apenas 1% e 2%, respectivamente.
Os ministérios das Obras Públicas e o da Defesa já gastaram dois terços dos seus orçamentos projetados para 2026 através do Orçamento Geral da República, sendo entre os 67 órgãos do Governo os que apresentam no final do I trimestre as execuções mais elevadas. Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e o da Juventude e Desportos registaram execuções que não ultrapassam os 2%.
De acordo com o relatório de execução orçamental, o Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação já gastou 580,6 mil milhões dos 891,9 mil milhões de dotação inscritos no OGE 2026, o que se traduz numa execução de 65% da despesa projectada para todo o ano em apenas 3 meses. Com o Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria aconteceu o mesmo: em apenas 3 meses já gastou 409,8 mil milhões dos 629,1 mil milhões cabimentados para todo o ano, o que configura uma execução de 65%.
Entre os órgãos do Governo, que engloba os órgãos de soberania, os departamentos ministeriais, governos provinciais e outros órgãos do Estado estes lideram no que diz respeito à execução. Para evitar novas derrapagens no final de 2026, sobram 311,3 mil milhões Kz ao Ministério das Obras Públicas e 219,3 mil milhões ao da Defesa.
O Tribunal Supremo, com uma execução de 58% da sua despesa programa para todo o ano fecha o top 3 dos órgãos do Estado com maiores execuções no I trimestre. Execuções tão elevadas da despesa programada para todo o ano num só trimestre geralmente fazem com que depois se assistam a derrapagens substanciais ao longo do ano, obrigado o Governo a aumentar dotações para estes órgãos. No caso da Defesa, essa tem sido uma prática corrente. O relatório de execução não revela quais as razões para execuções tão elevadas num curto período de tempo, mas olhando para o quadro referente ao Programa de Investimentos Públicos (PIP) é possível ficar com uma ideia. No I trimestre, a despesa por função PIP da Defesa Nacional executou 139,2 mil milhões Kz enquanto no sector social a função Habitação e Serviços Sociais - que abrange projectos de vários ministérios, incluindo o das Obras Públicas ou das Energia e Águas - já consumiu um total de...











