Angola no grupo de 60 países com tarifas adicionais anunciadas pelos EUA
País de Trump impôs a Angola a tarifa mais alta, de 12,5%, atribuída a estes países. No ano passado, exportamos 889 milhões USD para os Estados Unidos, a maioria petróleo, mas também minerais e maquinaria.
Angola está no grupo de 60 países que os seus produtos terão tarifas adicionais de 10% a 12% impostas pelos Estados Unidos da América (EUA), devido a preocupações de que estes não estarão a tomar medidas suficientes para combater o trabalho forçado.
A medida, anunciada esta semana pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio e visa penalizar países por falhas na fiscalização e proibição de bens produzidos com trabalho forçado.
No caso de Angola, a nova tarifa alfandegária será de 12,5% sobre produtos exportados para aos EUA, à semelhança do que acontecerá com outros 44 países, como Brasil, China e Índia. As tarifas de 10% incidiriam sobre o Canadá, União Europeia, Reino Unido, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Ban gladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia e Taiwan. A lista de 60 nações representa cerca de 99,4% de todas as importações norte-americanas.
O Departamento do Comércio dos EUA refere que os países em causa produzem ou importam bens produzidos com recurso a trabalho forçado. As conclusões surgem após uma investigação iniciada em Março, que sugere que os 60 países "não conseguiram impor uma proibição legal à importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado nem aplicar eficazmente tal proibição", afirmou um porta-voz do Departamento do Comércio.
Para o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, o recurso a trabalho forçado "cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir a nível global em condições de desigualdade".
Angola exporta para os Estados Unidos, essencialmente petróleo, diamantes e mais recentemente começou a exportar produtos alimentares e agrícolas.
O governo de Donald Trump não anunciava novas tarifas desde Fevereiro, altura em que o Supremo Tribunal decidiu que as chamadas "tarifas do Dia da Liberta ção", impostas a vários países em Abril de 2025, eram ilegais.











