Petróleo volta a subir e já negoceia acima dos 93 dólares
Os preços do petróleo aceleram mais de 2,5% nesta quarta-feira, impulsionados pelo agravamento das tensões no Médio Oriente, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afastar qualquer possibilidade de negociações com o Irão e ameaçar retaliar caso os rebeldes houthis tentem interromper o tráfego marítimo no Mar Vermelho.
O conflito entre Washington e Teerão entra no 11.º dia, numa altura em que os Estados Unidos intensificaram a sua ofensiva contra alvos iranianos. Segundo responsáveis norte-americanos, os ataques visam reduzir a capacidade do Irão para apoiar ações contra embarcações que transitam pelo estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.
O aumento do risco geopolítico voltou a alimentar receios de perturbações no fornecimento global de crude, levando os investidores a reforçar posições no mercado petrolífero.
Por volta das 09h00, em Luanda, o Brent, referência para as exportações angolanas, valorizava 2,5%, negociando nos 93,3 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, subia 2,9%, para 86,5 dólares por barril.
Donald Trump voltou também a endurecer o discurso em relação aos houthis, prometendo uma resposta militar caso o grupo intensifique os ataques no Mar Vermelho. O Presidente norte-americano fez ainda referência à montanha Pickaxe, uma instalação fortemente fortificada que, segundo várias especulações, poderá albergar infraestruturas estratégicas ligadas ao programa nuclear iraniano, embora essa informação nunca tenha sido oficialmente confirmada.











