Inflação abranda para 10,88% em Maio e mantém trajetória descendente há 22 meses
A inflação homóloga está a cair há 22 meses de forma consecutiva, fixando-se em 10,9% em Maio deste ano, o que representa uma redução de 9,9 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado.
Contas feitas, este é o valor mais baixo dos últimos 36 meses, ou seja, seria necessário recuar, exactamemente, até Maio de 2023, quando a inflação homóloga se situou em volta dos 10,6%, para encontrar um registo inferior ao registado este ano, segundo cálculos do Expansão com base os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O facto é que apesar da desaceleração da inflação agregada, os dados mostram que os custos associados à mobilidade, habitação e alimentação continuam a crescer acima da média nacional, mantendo pressão sobre o rendimento disponível das famílias.
Assim, entre as principais classes de despesa, os "Transportes" registaram a maior variação homóloga, com uma subida de 15,73%. Seguem-se as classes "Habitação, água, electricidade e combustíveis", com uma variação de 14,32%, "Educação", com 13,40%, e "Alimentação e bebidas não alcoólicas", com 11,33%.
A nível provincial, o Huambo apresentou a menor taxa de inflação homóloga do País, com 7,72%, seguido do Cunene, com 8,29%, e da Lunda Norte, com 8,35%.
No extremo oposto, Cabinda registou a maior variação no nível geral de preços, com uma inflação de 16,56%, quase seis pontos percentuais acima da média nacional. Malanje, com 13,76%, e o Moxico, com 12,45%, completam o grupo das províncias com maiores pressões inflacionistas.











