Lucros de BAI e BFA em 2025 disparam 49% para 532,4 mil milhões Kz
Na luta pelo primeiro lugar do ranking do principal banco angolano, o BAI leva uma larga vantagem em várias das categorias. Mas na bolsa, o rei continua a ser o BFA. Distribuição de dividendos só serão conhecidos quando forem publicados os relatórios e contas de 2025.
O BAI registou, no ano passado, o record de lucros da sua história, em kwanzas, ao duplicar para 302,4 mil milhões Kz os seus resultados líquidos face a 2024, enquanto os lucros do BFA cresceram 12% para 230,1 mil milhões Kz, de acordo com cálculos do Expansão com base balancetes relativos ao mês de Dezembro, publicados nos seus websites.
Contas feitas, em conjunto, os lucros destes dois bancos dispararam 49% para 532,4 mil milhões Kz, num ano em que havia grandes expectativas, com os investidores a esperarem avultadas distribuições de dividendos dos dois bancos cotados em bolsa.
Ao todo, os resultados líquidos dos dois maiores bancos nacionais equivalem a 65% dos lucros de toda a banca em 2024, que foi de 822,5 mil milhões Kz. Só quando forem publicados os relatórios e contas relativos ao ano anterior é que será possível aferir quanto é que os dois bancos vão canalizar dos seus lucros para distribuição de dividendos.
Mas fazendo um exercício em que cada um dos bancos repete a percentagem dos lucros distribuída em 2024, serão valores substanciais. Se repetir os 45% em 2025, o BAI irá distribuir 136,1 mil milhões Kz, equivalente a cerca de 149 milhões USD à taxa de câmbio do BNA desta quarta-feira.
Por outro lado, caso o BFA repita os 50% de 2024 e de 2023, irá distribuir 115,0 mil milhões Kz, equivalente a 126 milhões USD. A confirmar-se estas percentagens, daria quase 7 mil Kz por cada acção do BAI e quase 7,7 mil Kz por acção do BFA.
Há muito que aqueles que são os dois maiores bancos do sistema financeiro nacional "rivalizam" um com o outro nos vários rankings que podem ser atribuídos à banca. Há vários anos que o banco hoje liderado por Luis Lélis lidera o ranking dos activos, e o fosso entre os activos de um e o de outro está a crescer pelo segundo ano consecutivo.
(Leia o artigo integral na edição 862 do Expansão, sexta-feira, dia 06 de Fevereiro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)











