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Economia

Mercados petrolíferos reagem com forte valorização à crise no Irão

PETRÓLEO EM ALTA

Como era esperado, o petróleo disparou no início da sessão depois da intervenção dos EUA e de Israel no Irão, com os receios sobre a disrupção da oferta de crude no Médio Oriente. Já as acções caem, o ouro, considerado um activo de refúgio, sobe mais de 1%, enquanto o dólar também ganha face às principais rivais. Todas as atenções estão voltadas para o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo mundial de petróleo.

Os mercados petrolíferos r reagem com fortes valorizações à crise no Irão, com o Brent e o WTI a ganharem cerca de 8% no reinício da negociação, depois de o "benchmark", ter tocado 82 USD por o barril, máximos de Janeiro de 2025, antes de recuar para 79,82 USD, nesta manhã.

Assim, o Brent, referência para as exportações angolanas, disparou 13% para 82 USD por barril na abertura da sessão. Pouco tempo depois, os ganhos abrandaram para 8,66% para 79,18 USD. Já o WTI, o "benchmark" para os EUA, ganha 7,98% para 72,37 USD.

Todas as atenções estão voltadas para o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo mundial de petróleo e do gás natural liquefeito. Embora a importante via navegável ainda não tenha sido bloqueada, sites de monitorização marítima mostraram petroleiros se acumulando em ambos os lados do estreito, receosos de ataques ou talvez sem condições de obter seguro para a viagem.

O Irão continua a ser o quarto maior produtor da Organização dos Países de Petróleo (OPEP). Além disso, controla grande parte do estreito de Ormuz.

As autoridades iranianas comunicaram a paragem do tráfego a vários navios após os ataques, embora o estreito não tenha sido formalmente encerrado. Entretanto, foram atacados dois navios enquanto navegavam no estreito, o que levou grandes companhias de navegação a suspenderem as operações e aumentou os receios sobre o escoamento do crude produzido na região.

Assim, o encerramento efectivo prolongado do estreito elevaria os preços do petróleo e causaria escassez no abastecimento aos principais importadores, China e Índia.

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