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Economia

Nossa Seguros sobe para 2º e ENSA mantém liderança

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A análise da quota de mercado por prémios brutos recebidos em 2021 mostra a tendência de subida da Nossa Seguros, era 4º no ranking em 2019 e chega agora à vice-liderança com 13,02% do mercado. A ENSA, de capitais públicos, mantém a liderança.

O maior destaque para a evolução no mercado cabe à Nossa Seguros, seguradora do universo BAI, que tem vindo a ganhar quota de mercado nos últimos anos, passando de 4º maior operador do mercado em 2019, para 2º no final de 2021. Em termos numéricos, e para se perceber este trajecto ascendente, a Nossa Seguros captou prémios de 19,11 mil milhões Kz em 2019, 25,26 mil milhões em 2020 e no ano passado ultrapassou os 36 mil milhões Kz. Significa isto que em apenas dois anos aumentou quase 90% o volume dos prémios brutos recebidos, com a curiosidade de ter sido apenas o 4º operador em termos de indemnizações pagas, o que significa maior rentabilidade da sua actividade.

A ENSA mantém, no entanto, a sua posição de maior operador, uma realidade que se mantém desde sempre, em resultado da própria história do sector. Mas é importante também analisar o facto de na última década a quota de mercado ter vindo a cair, resultado da entrada de novos operadores com estratégias mais agressivas e com a perca do monopólio da contratação de seguros por parte da Administração Pública.

A Sanlam viu a sua quota cair ligeiramente em 2021, de 13,76% para 12,69%, embora em termos globais tenha aumentado o volume de prémios captados em 2021, passando de 30,79 mil milhões Kz em 2020 para 35,25 mil milhões no final do ano passado. Fenómeno similar passou também a Fidelidade que baixou a sua quota de mercado em 1,8%, de 13% para 11,2%, mas aumentou o volume dos prémios em mais de 2 mil milhões de kwanzas, passando de 29,09 mil milhões Kz em 2020 para 31,11 mil milhões em 2021.

Estes quatro operadores valem mais de 72% do mercado, sendo que houve um aumento ligeiro da concentração, estes quatro operadores há dois anos tinham 71,3% do mercado. Se olharmos para o Top 10, os operadores valem 92% da quota de mercado, ficando apenas 8% para dividir entre as outras 12 empresas que exercem a sua actividade, de acordo com a ARSEG.

De acordo com o relatório anual do regulador, no final de 2021 haviam 22 empresas em actividade, 21 de capital privado e a ENSA de capitais públicos, um número que tem vindo a baixar nos últimos anos em virtude de um maior controlo e grau de exigência ao funcionamento destes operadores. A tendência é que este número venha a diminuir já este ano, existem vários processos a correr, lembrando que há cinco seguradoras que têm menos de 1% de quota de mercado.

Destacar também nesta evolução o trajecto da Aliança Seguros, ligada ao universo BNI, que passou de uma quota de mercado 1,09% em 2019 para 4,38% em 2021, e da Protteja Seguros, que no mesmo período passou de 1,31% para 3,25%. Também é importante salientar que o BIC Seguros solidifica a sua posição de 5º operador do mercado, que ocupa há vários anos, tem vindo pouco a pouco a aumentar a sua quota de mercado, que no final do ano passado se fixava nos 4,66%.

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