PIB cresce 1,7% em cadeia e dispara 5,3% em termos homólogos
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,7% no primeiro trimestre deste ano face ao trimestre anterior, segundo o relatório das Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgado hoje. O desempenho resulta da comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, considerando a série com ajuste sazonal. No entanto, quando comparado com o período homólogo (em relação ao primeiro trimestre de 2025), a economia registou uma expansão mais expressiva, de 5,3%, no primeiro trimestre.
A empurrar a economia para cima, segundo as contas do INE, estiveram, sobretudo, os sectores de Informação e Comunicação, que registou uma expansão de 27,63%, Transporte e Armazenagem, com 16,12%, Pesca e Aquicultura, com 8,73%, e Produção de Electricidade, Água e Saneamento, com 8,15%.
Já o sector petrolífero e dos serviços de alojamento e restauração foram os únicos que apresentaram recuos nas suas actividades, ao registarem contracções de 0,21% e 3,33%, respectivamente.
Assim, em termos de estrutura da economia observada no I trimestre, a maior participação no PIB foi do sector da agro-pecuária e silvicultura, com 20,52%, seguida do comércio, com 18,76%. A extracção e refinação de petróleo fecha o pódio, com um peso de 15,78%.
O facto é que, nos últimos dias, o tema da estrutura da economia ganhou maior força, depois de o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, ter afirmado que o sector agro-pecuário duplicou o seu peso na economia nacional, valendo já actualmente quase o dobro do petróleo, acrescentando que "hoje é a agricultura que está a ditar o ritmo" da economia angolana.
Esta afirmação tem levantado dúvidas no seio da população, sobretudo nos analistas, uma vez que, apesar da alteração na estrutura do PIB, o petróleo continua a desempenhar um papel central nas exportações, receitas fiscais e entrada de divisas para o País.
O INE, na conferência de imprensa realizada hoje, justifica as alterações verificadas na estrutura do PIB nos últimos anos com a revisão metodológica das contas nacionais e com a evolução do peso relativo dos diferentes sectores da economia... Acompanhe o tema com maior detalhe na próxima edição do Expansão em papel.











