Petróleo recua devido à perspetiva de excesso de oferta para este ano
Os preços do petróleo seguem a negociar com perdas nesta terça-feira, devido às expectativas de ampla oferta global em meio à fraca procura, enquanto o mercado avaliava a perspectiva de um possível aumento na produção de petróleo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA.
Perto das 08h00 de Luanda, o Brent - de referência para as exportações angolanas, seguia a desvalorizar 0,63% para os 61,38 USD por barril, enquanto o WTI - de referência para os EUA - recuava 0,62%, para os 57,96 USD por barril.
O facto é que a resposta dos preços do petróleo a recentes eventos geopolíticos, como a acção militar dos EUA na Venezuela e os ataques contínuos à infraestrutura energética russa, tem sido moderada, sugerindo que as preocupações relacionadas com a oferta e procura continuam a centrar a atenção dos investidores. Nesta linha, "traders" esperam que os preços do crude se mantenham sob pressão em 2026 devido ao aumento da oferta e à fraca procura, segundo avança o Negócios.
Entretanto, a pressão sobre os preços pode ser exacerbada pela captura de Maduro, factor que aumenta a possibilidade de os EUA porem um ponto final ao embargo sobre o petróleo venezuelano, o que se poderá traduzir num aumento da produção a médio e longo prazo.
Analistas do sector afirmam que a produção de petróleo da Venezuela pode crescer até 500 mil barris por dia nos próximos dois anos, caso haja estabilidade política e investimento dos Estados Unidos. No entanto, o cenário continua incerto. Alguns especialistas consideram mais provável um agravamento da instabilidade política no país e alertam que seria necessário um forte volume de investimentos para elevar a produção além da actual capacidade da Venezuela.










