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Bancos ficaram só com 1.831 milhões USD em divisas

QUEDA DE 5% NOS PRIMEIROS DOIS MESES DO ANO

A venda de divisas à banca nacional encolheu 91,2 milhões em Janeiro e Fevereiro face à soma dos mesmos dois meses em 2025.

As instituições bancárias garantiram apenas 1.831 milhões USD em divisas nos dois primeiros meses do ano, o que representa uma queda homóloga de 5%, equivalente a menos 91 milhões USD, de acordo com cálculos do Expansão com base em dados do Banco Nacional de Angola (BNA).

Em Fevereiro, as instituições bancárias ficaram com apenas 841,5 milhões USD, o valor mais baixo em 19 meses. A maior parte das divisas continua a vir do sector petrolífero, um total de 786,1 milhões USD em Janeiro e Fevereiro, menos 113,8 milhões face ao período homólogo.

Seguem-se os clientes diversos, onde se enquadram os clientes bancários, que venderam mais 125,0 milhões USD à banca nos primeiros dois meses do ano em relação a Janeiro e Fevereiro de 2025. Quanto ao Tesouro Nacional, as vendas à banca diminuíram 16% para 310,0 milhões USD, menos 59,3 milhões face ao período homólogo.

O sector diamantífero ocupa o 4º lugar da proveniência das divisas da banca, que ainda assim caiu 26% para apenas 177,2 milhões, menos 60,8 milhões USD. Por fim, o BNA apenas disponibilizou 352 milhões USD, mais do dobro do que no período homólogo.

Contas feitas, a venda de divisas à banca nacional encolheu 91,2 milhões em Janeiro e Fevereiro face à soma dos mesmos dois meses em 2025. Apesar dessa queda, o kwanza até apreciou ligeiramente face à moeda norte-americana, uma apreciação de 0,02%, passando de 912,3 Kz no final de Dezembro do ano passado para 912,1 Kz a 28 de Fevereiro.

Isto numa altura em que persiste um backlog (diferença entre a procura dos bancos e aquilo que conseguem adquirir no mercado cambial) de 1,2 mil milhões USD, que num regime cambial efectivamente flexível se deveria traduzir numa forte depreciação da moeda nacional.

Em termos teóricos, e segundo o BNA, a taxa de câmbio do kwanza face ao dólar é definida com base no regime de câmbio flutuante, resultando de leilões de divisas no mercado interbancário definidos pela oferta e procura. Pelo que se a procura por dólares for superior à oferta tendencialmente o kwanza deprecia, e no caso contrário aprecia, como aconteceu em 2022, em que o preço do barril de petróleo chegou a ser vendido acima dos 100 USD, o que permitiu uma entrada substancial de divisas em Angola.

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