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Ex Blocos da Cobalt unificados numa única área de concessão

GOVERNO DÁ MAIS UM PASSO PARA A ESTABILIZAÇÃO

Com esta medida a ANPG coloca a TotalEnergies mais perto de anunciar a decisão final de investimento nos blocos 20/11, 20/15 e 21

A Agência Nacional de Petróleo Gás e Biocombustíveis (ANPG) extinguiu os blocos 20/11 e 20/15 para os integrar ao Bloco 20/11 na bacia do Kwanza no pré sal cumprindo assim o acordo com a Petrolífera Total Energies de transformar o que antes eram três blocos numa única área de concessão apurou o Expansão.

De acordo com o decreto 159/23 de 28 de Julho o objectivo é tornar a concessão mais atraente e é uma das medidas que faltava para a tomada de decisão final de investimento da TotalEnergies e Sonangol nos blocos que pertenciam a petrolífero norte americana Cobalt.

A decisão final de investimento estava prevista para finais de julho mas acabou sendo adiada porque os diplomas que dão legitimidade aos investidores do bloco para avançar ainda não estavam todos publicados em diário da república.

Tal como avançado pelo Presidente da Agência Nacional de Petróleo Gás e Biocombustíveis, Paulino Jerónimo em entrevista ao Expansão, o decreto finalmente permite a unificação dos blocos." São integradas na concessão do Bloco 20/11 às extintas áreas dos blocos 21/09 e do Bloco 20/15" esta é considerada uma medida extremamente importante rumo a estabilização da produção e o combate do declínio da produção. Alias este tem sido o principal cavalo de batalha da concessionária a ANPG que já realizou três licitações desde a reforma do sector tudo com vista a incentivar a exploração ou procura por mais petróleo em Angola, ainda de acordo com o mapa com a descrição da área de concessão o novo bloco 20/11 a ser operado pela Multinacional francesa TotalEnergies passa a ser dividido pelas áreas Norte onde existem significativas descobertas de gás e Petróleo nos campos Zalophus, Lontra e Orca.

No centro estão os campos Golfinho e Mavinga onde há descobertas de petróleo e na zona sul estão os poços Cameia, Bicuar e Mupa onde há descoberta de condensados. Recorde-se que a TotalEnergies prevêem que no Plateau período de pico da produção no Bloco 20/11 serão produzidos 75.000 Barris de petróleo por dia. A quantidade de petróleo já descoberto pela Cobalt nas áreas que agora pertencem a um único bloco vão permitir à Total Energies proteger a sua posição de maior operador de petróleo em blocos operados.

Recorde-se a Cobalt teve de abandonar Angola após ser alvo de investigação sendo multada pelas autoridades americanas por se ter associado a Nazaki Oil que pertencia aos Generais Kopelipa, Dino e ao ex patrão da Sonangol, Manuel Vicente.

A Sonangol herdou o Bloco da Cobalt mas a sua incapacidade para investir e trazer o petróleo neles descoberto à produção levou que vendesse 80% da sua participação a petrolífera francesa TotalEnergies.

A BP exploração e produção Angola que também fazia parte do grupo empreiteiro foi autorizada em meados de junho a vender a sua participação de 30% no Bloco 20/11 à petrolífera francesa TotalEnergies, de acordo com o decreto executivo 84/23.

Com a saída da BP, o grupo empreiteiro do bloco que pertenceu no passado aos norte-americanos da Cobalt passa a estar composto pela TotalEnergies, que detém 80%, e pela Sonangol, com 20% da participação.

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