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Economia

Estado deve 2,3 biliões Kz a fornecedores e só prevê pagar 22% em 2027

REGULARIZAÇÃO DE ATRASADOS NO OGE 2027

Apesar dos 386,2 mil milhões Kz pagos até Setembro de 2026, a dívida comercial do Estado diminuiu apenas 230,8 mil milhões, devido ao reconhecimento de novas responsabilidades e a outros ajustamentos. Construção concentra quase três quartos dos atrasados. Governo prevê pagar 512 mil milhões Kz no próximo ano, mas há ainda mais de um bilião de kwanzas em reclamações por validar.

O Estado angolano acumulava, no final de Setembro, uma dívida comercial certificada de 2,302 biliões Kz, distribuída por 573 credores e 679 processos, segundo informações prestadas pelo Ministério das Finanças ao Expansão. Para 2027, o Governo prevê pagar 512 mil milhões Kz, o equivalente a 22,2% do montante em atraso. Contudo, a redução efectiva da dívida será inferior se, como aconteceu nos últimos anos, continuarem a ser reconhecidas novas responsabilidades.

Caso fossem pagos os 512 mil milhões Kz e não surgissem novas certificações ou alterações cambiais, o stock actualmente reconhecido diminuiria para cerca de 1,79 biliões Kz. Ao ritmo de pagamentos previsto para 2027, seriam necessários aproximadamente quatro anos e meio para liquidar os 2,3 biliões Kz actualmente certificados, admitindo que não surgissem novas responsabilidades. A regularização integral poderia, assim, prolongar-se até 2031, num cenário puramente teórico.

O problema é que a experiência recente mostra que os pagamentos não se traduzem integralmente na diminuição da dívida. Além de liquidar responsabilidades antigas, o Estado continua a reconhecer obrigações que não estavam incluídas no stock certificado. A construção e reabilitação de infra-estruturas concentra 1,678 biliões Kz, correspondentes a 72,9% da dívida comercial certificada. Significa que quase três em cada quatro kwanzas em atraso dizem respeito a empreitadas, instalações e obras de reabilitação realizadas para o Estado.

A segunda maior categoria é a aquisição de víveres e géneros alimentícios, com 208 mil milhões Kz (9%), seguindo-se os estudos, fiscalização e consultoria, com 98,5 mil milhões Kz (4,3%), a aquisição de imóveis, com 60,1 mil milhões Kz (2,6%), e os combustíveis e lubrificantes, com 49,2 mil milhões Kz (2,1%).

As restantes responsabilidades distribuem-se por serviços de manutenção, transportes, aquisição de materiais, processamento de dados, saúde e...

Leia o artigo integral na edição 901 do Expansão, sexta-feira, dia 06 de Novembro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

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