Novo programa com o Banco Mundial para a agricultura vale 300 milhões USD
O AgriConnect é uma iniciativa do Grupo Banco Mundial para transformar a agricultura de 300 milhões de pequenos agricultores até 2030. Em Angola, arranca com 300 milhões USD e apoiará investimentos e reformas ao longo de toda a cadeia de valor.
O "Pacto AgriConnect" será implementado a partir do próximo ano até 2030 e está associado a um financiamento de 300 milhões USD do Banco Mundial (BM), que será utilizado para promover a criação de 700.000 novos postos de trabalho ao longo da cadeia de valor da agricultura e agronegócio, gerar 2,2 mil milhões USD em valor acrescentado por ano na actividade agrícola e 1,45 mil milhões USD em financiamento para o sector até ao fim do projecto. Para já, a informação consta no site do BM, que faz referência ao facto de estar ainda em "pipeline", ou seja, encontra-se nas fases iniciais de planeamento e preparação, ainda não tendo sido aprovado pela Administração Executiva da instituição multilateral.
A data prevista para aprovação aponta a Janeiro de 2027. O BM defende que a iniciativa, que será implementada pelo Governo, vai "impulsionar a mudança de paradigma de desenvolvimento em Angola", ao eliminar "intervenções fragmentadas e localizadas" para promover um desenvolvimento integral das cadeias de valor e do sector agrícola, "com um foco estratégico nos Corredores de Lobito e Malanje, de elevado potencial", segundo a informação disponível no website da instituição.
"Este financiamento proporciona o capital catalisador e a supervisão institucional necessária para reduzir os riscos do investimento privado, modernizar o quadro regulamentar e expandir um sistema agrícola resiliente às alterações climáticas e inclusivo", descreve o BM.
O projecto será implementado em "províncias seleccionadas ao longo dos corredores do Lobito e de Malanje e apoiará a produção agrícola, a transformação de produtos, logística, melhoria de estradas secundárias, irrigação em pequena escala, financiamento agrícola e reforço institucional". As actividades previstas vão decorrer principalmente em zonas rurais e periurbanas com dependência significativa da agricultura para subsistência.
"Os locais de intervenção ainda não foram totalmente identificados e serão seleccionados durante a fase de preparação. Espera-se que o projecto beneficie pequenos agricultores, organizações de produtores, mulheres, jovens empreendedores agrícolas, Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) do sector agrícola, agregadores, transformadores e operadores logísticos", segundo o BM. Os principais desafios que impedem a transformação do sector agrícola em Angola são bem conhecidos e incluem o...











