Reformas abrem a porta a pequenos e médios investidores
A parceria recente entre Etu Energias e Chariot é apenas um exemplo daquilo que tem sido a nova estratégia de trazer para o sector pequenos e médios investidores, para inverter o quadro de declínio da produção no oil & gas, sector que nos últimos 15 anos perdeu cerca de metade da produção.
A estratégia de salvação do sector petrolífero em Angola, implementada, desde 2017, devido à descida abrupta da produção e à ausência de investimento e de novos projectos, incluiu a introdução de medidas fiscais, regulatórias e de acesso ao mercado, sobretudo com a aposta no reaproveitamento de campos maduros e a integração de novos métodos de produção, tem vindo a atrair investidores de pequena e média dimensão. Este movimento está alinhado com as mudanças na economia global (transição energética, alterações geopolíticas, entre outros factores) e com a vontade política em diversificar a economia, mas também abre a porta à formação de grupos económicos nacionais e à concentração de activos importantes em investidores angolanos, normalmente de grande influência política, com capacidade para actuar em sectores estratégicos.
Um exemplo recente é a associação entre a Etu Energias, empresa petrolífera angolana em forte expansão (produz actualmente até 60 mil barris/dia e pretende chegar aos 80 mil até 2030), com o Chariot Energy Group, que cofinanciou a aquisição pela Etu Energias à Chevron de participações operacionais de 20% e 10%, respectivamente, nos blocos 14 e 14K em Angola. A parceria também envolve a Shell Trading, o que dá origem a uma triangulação que envolve capital e acesso a recursos naturais, complementado com experiência técnica e financiamento internacional.
"Há cerca de 18 meses mudámos de estratégia. Estávamos muito focados em projectos de exploração, mas é uma actividade de alto risco. Tomámos conscientemente a decisão, como empresa, de que nos iríamos focar na produção de petróleo e em actividades que geram fluxo de caixa. Procurámos e eu diria que os nossos interesses estão em África", explica Adonis Pouroulis, CEO do Chariot, em conversa com o Expansão à margem da conferência Angola Oil & Gas, que decorreu nos dias 9 e 10, em Luanda.
"Há cerca de 18 meses mudámos de estratégia. Estávamos muito focados em projectos de exploração, mas é uma actividade de alto risco. Tomámos conscientemente a decisão, como empresa, de que nos iríamos focar na produção de petróleo e em actividades que geram fluxo de caixa. Procurámos e eu diria que os nossos interesses estão em África", explica Adonis Pouroulis, CEO do Chariot, em conversa com o Expansão à margem da conferência Angola Oil & Gas, que decorreu nos dias 9 e 10, em Luanda.
Noutro caso, no negócio entre a Etu Energias e a Azule nos mesmos blocos 14 e 14K, o Chariot forneceu o capital para fechar o acordo e, em contrapartida, obteve uma participação equivalente a 4.000 barris diários."O mais importante agora é que a Etu Energias assumiu um activo em fase intermediária/final de vida útil. Mas ainda há muito potencial. Uma vez estabilizada a produção e com os custos optimizados, vamos reinvestir. Historicamente, o Bloco 14 produzia 200 mil barris por dia. Actualmente está em 40 mil barris. Não vamos chegar a 200 mil barris novamente, mas podemos passar de 40 mil para 50 mil, e depois para 60 mil", explica Pouroulis.
O investidor de origem cipriota considera que o sector petrolífero em Angola, quando analisado do ponto de vista fiscal e regulatório, "é muito maduro e está bem estabelecido, as regras estão definidas"... Leia o artigo integral na edição 893 do Expansão, sexta-feira, dia 11 de Setembro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui











