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Economia

Petróleo prolonga ganhos com impasse entre Irão e EUA e restrições em Ormuz

Petróleo ao dia

Os preços do petróleo ampliam os ganhos esta quinta-feira, com subidas superiores a um dólar, num contexto de impasse nas negociações entre o Irão e os Estados Unidos e de manutenção das restrições ao fluxo comercial no Estreito de Ormuz. Assim, o crude soma já a quarta sessão consecutiva em alta.

Pelas 09h00 de Luanda, o Brent - referência para as exportações angolanas - avançava 1,39% para 103,35 USD por barril, depois de ter acumulado ganhos superiores a 13% nas últimas três sessões e de ter ultrapassado a marca dos 100 USD na quarta-feira. Já o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, valorizava 1,64% para 94,48 USD por barril, após ter chegado a subir mais de 4%, impulsionado por notícias de explosões no Irão, até agora não confirmadas.

Na sessão anterior, ambos os índices de referência fecharam com ganhos superiores a três dólares, sustentados por uma redução acima do esperado nos stocks de gasolina e destilados nos EUA, bem como pela ausência de progressos nas negociações de paz com Teerão.

O escalar do conflito no Médio Oriente voltou a mergulhar o mercado energético em forte volatilidade, com os preços a aproximarem-se de máximos observados em 2022, aquando da invasão da Ucrânia pela Rússia, que levou o barril a atingir cerca de 120 USD.

Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá concordado em prolongar o cessar-fogo com o Irão por tempo indeterminado, aguardando uma proposta de paz. Ainda assim, Teerão mantém que não participará em novas negociações enquanto persistirem as restrições no Estreito de Ormuz, segundo a imprensa internacional.

"As tensões continuam elevadas e, com os EUA e o Irão atualmente num impasse quanto aos acordos, até que alguém ceda, o caminho de menor resistência para os preços continua a apontar para uma subida", afirma Dennis Kissler, vice-presidente sénior de negociação da BOK Financial Securities, à Bloomberg. "Quanto mais tempo o petróleo não circular pelo estreito, mais os preços irão subir", acrescenta.

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