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Economia

Preço do Jet A1 dispara 102% entre Março e Abril

CONTEXTO INTERNACIONAL PRESSIONA COMPANHIAS AÉREAS

A subida do preço do barril de petróleo é positiva para os países produtores de crude, como é o caso de Angola, mas empresas como a Sonangol, devido aos subsídios aos combustíveis, ou a TAAG, sentem efeitos contrários. Combustível representa cerca de 40% dos custos operacionais no sector da aviação.

Os efeitos da guerra no Irão, que limitou a circulação logística no estreito de Ormuz (por onde transita cerca de 20% do comércio internacional de petróleo e gás), começam a fazer--se sentir também em Angola, onde o preço de referência do combustível para a aviação (Jet A1), que é fixado mensal mente, disparou 102% entre Março e Abril, depois de vários meses de relativa estabilidade.

Segundo o Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP), entidade tutelada pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MI REMPET) que desempenha as funções de regulador do segmento de distribuição de combustíveis, em Abril, o preço de referência do Jet A1 está fixado em 976,55 Kz/litro (um aumento de 102% em relação ao mês de Março), enquanto o preço nas instalações aeroportuárias é 1228,69 Kz/litro (um aumento de 82%).

Em Março, o preço de referência, que é calculado tendo em conta o preço internacional do barril de petróleo, tinha sido estabelecido em 482,95 Kz/litro e o valor de venda directa (que é uma actividade de retalho, que inclui impostos e taxas) era de 675,86 Kz/litro, de acordo com as deliberações do IRDP. No mesmo período, o valor médio de venda do petróleo angolano foi de 103,88 USD por barril (em Janeiro foi 66,8 USD e 71,2 USD por barril em Fevereiro).

O combustível representa cerca de 40% dos custos operacionais das companhias aéreas, o que significa que a subida de 102% dos preços de referência do Jet A1 em Angola vai certamente provocar uma subida nos preços das passagens, o que é mais um factor de estrangulamento para as empresas do sector.

No caso da TAAG, por exemplo, que habitualmente apresenta resultados deficitários, a subida exponencial dos custos operacionais é um sinal de alarme para a gestão da empresa, depois de meses de estabilidade relativamente aos preços dos combustíveis para a aviação (ver gráficos).

Segundo o último relatório anual de gestão disponível, referente ao exercício de 2024, o prejuízo reportado pela em presa pública de aviação aumentou para 134,2 mil milhões Kz (147,1 milhões USD), depois das perdas, em 2023, terem atingido os 90,1 mil milhões Kz (108,7 milhões USD).

Nos últimos dez exercícios, entre 2015 e 2024, apenas por uma vez a TAAG registou lucros (500 mil USD, em 2022), enquanto os resultados negativos acumulados atingiram 751,6 mil milhões Kz ou 1.753,2 milhões USD, segundo cálculos do Expansão. Mais recentemente, no dia 10 de Abril, o Governo procedeu à emissão de Obrigações do Tesouro no montante global de 170 mil milhões Kz (cerca de 198,4 milhões USD) para capitalizar a TAAG...

Leia o artigo integral na edição 873 do Expansão, sexta-feira, dia 24 de Abril de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

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