Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Economia

Preços do petróleo e gás afundam após Trump anunciar cessar-fogo de duas semanas

Petróleo ao dia

Após mais de cinco semanas de conflito e uma escalada significativa na retórica por parte de Donald Trump, os Estados Unidos e o Irão chegaram a um acordo para suspender temporariamente as hostilidades. O petróleo Brent recua 16%, aproximando-se dos 90 dólares por barril, enquanto o gás natural liquefeito (GNL) desce 17%, para 44,11 euros por megawatt-hora.

A pausa nas hostilidades no Médio Oriente, aliada às perspetivas de retoma da circulação no Estreito de Ormuz, está a pressionar em baixa os preços do petróleo e do gás natural nos mercados internacionais. Os Estados Unidos e o Irão chegaram, na madrugada desta quarta-feira, a um acordo de cessar-fogo de duas semanas, após um dia marcado por forte escalada de tensão.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a ameaçar consequências extremas caso a República Islâmica não reabrisse uma das mais importantes rotas marítimas do comércio global.

Nos mercados, a reação foi imediata. O Brent, referência para as exportações angolanas, recuou cerca de 15% para 93,1 USD por barril, tendo chegado a cair mais de 16% durante a sessão, até aos 91,7 USD. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, desvaloriza 15,6% para 95,3 USD, depois de ter atingido uma queda superior a 19%, para 91,05 USD, a maior descida em cerca de seis anos.

Também o gás natural liquefeito (GNL), negociado em Amesterdão, acompanha a tendência, ao cair 17% para 44,1 euros por megawatt-hora.

"Este será um cessar-fogo bilateral!", escreveu Trump nas redes sociais, depois de, na véspera, ter alertado que "uma civilização inteira morrerá esta noite" caso as suas exigências não fossem cumpridas.

Do lado iraniano, Teerão indicou que suspenderá os seus ataques desde que cessem as ofensivas contra o país, garantindo igualmente condições para a circulação segura no Estreito de Ormuz durante duas semanas, em coordenação com as suas forças armadas. A posição foi divulgada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi.

Analistas sublinham, contudo, que a volatilidade deverá manter-se. "A direção futura dos preços dependerá de se as negociações resultarem num acordo duradouro e numa normalização sustentada dos fluxos no estreito, sendo provável que a volatilidade persista durante as negociações no final desta semana", referiram estrategas de matérias-primas do ING.

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo