Crédito mais barato no sistema bancário com taxa LUIBOR fixada nos 5,76%
Os empréstimos bancários a particulares e empresas estão a ficar mais baratos devido à descida da taxa de referência para o crédito interbancário, a Taxa Luibor Overnight, que fechou esta quarta-feira, dia 27, fixada nos 5,76%, de acordo com os números sobre a evolução diária das taxas de juros do Banco Nacional de Angola (BNA), disponível no seu website.
Ao que apurou o Expansão junto da administração de quatro bancos nacionais, a descida da LUIBOR está relacionada com o excesso de liquidez no mercado bancário, que resulta do facto de muitos contratos de títulos indexados (OTX) na banca terem vencido nos últimos dias, o que está a gerar liquidez nos bancos.
Como não há alternativas para investimento e numa altura em que o crédito bancário não tem sido atractivo, o dinheiro está a girar no circuito interbancário, fazendo descer as taxas. "Não tem havido muita emissão de OTX. E parece que não haverá mais emissões OTX, porque fica muito caro ao Estado. Não havendo essas emissões, os bancos estão sem onde aplicar as suas disponibilidades. É isto que está a causar a queda na LUIBOR", conta um administrador bancário.
A taxa LUIBOR, acrónimo inglês de Taxa Interbancária de Oferta de Fundos do Mercado de Luanda, é a taxa que os bancos cobram quando emprestam dinheiro entre si, além de servir de referência para o crédito a clientes.
As taxas LUIBOR - são várias, com maturidades de 1 dia (Overnight) até 12 meses. Normalmente, quando alguém vai ao banco pedir crédito, a instituição bancária cobra-lhe uma taxa LUIBOR mais uma margem que depende do risco desse cliente.
Assim, ao cair para os 5,76%, significa que há excesso de liquidez e que os bancos que a detêm estão a emprestar, no mercado interbancário, ou no secundário, a preços mais baixos. Aliás, a própria teoria económica explica que circulação em excesso faz cair os preços. Como não há muito dinheiro a circular em volumes que satisfaçam a procura, os bancos com muita liquidez tendem a baixar o custo do dinheiro, ou seja, o cumprimento da "lei da oferta e da procura".
(Leia o artigo integral na edição 609 do Expansão, de sexta-feira, dia 29 de Janeiro de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)











