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Gestão

Liderar é escolher | Decisões que moldam o futuro das organizações

Capital Humano

O RH estratégico não substitui o líder, ajuda-o a decidir melhor, antecipando riscos humanos, culturais e organizacionais. Decidir é fundamental, decidir bem ou menos mal, é crucial, por isso mesmo, não considero que a solução seja escolher entre pessoas ou resultados, mas por decidir com visão integrada.

Vivemos num mundo em constante movimento, num frenesim por vezes desenfreado, com desafios diários, necessidade de resultados imediatos positivos ou extraordinários. O desafio actual da liderança é a multiplicidade de escolhas difíceis que tem de fazer diariamente, neste contexto marcado por volatilidade económica, pressão sobre resultados, escassez de talento qualificado (a eterna escassez de talentos) e a necessidade de profissionais competentes e profissionais. Hoje, mais do que nunca, as decisões dos líderes, sobretudo os de topo tornaram-se um dos principais factores de sucesso ou de insucesso/atraso/ bloqueio das organizações.

Sejamos pragmáticos, liderar deixou de ser apenas executar. Liderar é escolher estrategicamente, sobretudo quando os recursos são limitados e o impacto humano das decisões é elevado. Acresce, que o líder não é perfeito.

Em muitas organizações, os líderes são confrontados diariamente com decisões críticas, que exigem decisão quase imediata (mesmo que não seja urgente).

Investir ou não no desenvolvimento das pessoas;

Ser ágil ou não na sua liderança;

Priorizar resultados imediatos em detrimento da sustentabilidade;

Centralizar decisões ou confiar nas equipas;

Avançar ou não com determinado programa, projecto;

Etc, etc.

Estas escolhas têm consequências directas, no dia-a-dia, e acrescentaria que o não investir nas pessoas é frequentemente o mais aplicado quando existem cortes, e que têm consequências negativas no médio e longo prazo que podem, por exemplo, traduzir-se em:

Baixa responsabilização,

Dependência excessiva da hierarquia,

Dificuldade na sucessão,

Aumento do turnover de talento qualificado,

Permanente recrutamento inadequado,

Burnout do próprio líder.

Reconheces alguma destas "dores"?

Estudos internacionais, como o Gallup, State of the Global Workplace Report , trazem-nos a evidência de que "70% do engagement das equipas depende da qualidade da liderança directa".

Certamente, não é uma surpresa, até porque a razão pela qual as pessoas pedem a demissão de uma organização, continua a ser por causa da liderança directa. Então, o que pode ser melhorado? Enquanto líder e decisor o que podes fazer de forma diferente?

Um dos problemas recorrentes nas organizações não é a falta de decisões, afinal, elas até são tomadas. Mas de que maneira? Através de uma não decisão? Ou de uma fraca execução?

Sabias que:

52% dos líderes admitem adiar decisões estratégicas por falta de alinhamento interno ou informação clara (McKinsey & Company, Decision Making in the Age of Uncertainty (2019-2023).

60% das estratégias falham na execução, sobretudo por desalinhamento entre liderança, pessoas e cultura (Harvard Business Review, Donald Sull, Rebecca Homkes & Charles Sull, Why Strategy Execution Unravels - and What to Do About It, 2015.)

Leia o artigo integral na edição 861 do Expansão, sexta-feira, dia 30 de Janeiro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)

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