"O novo petróleo, o novo ouro negro, são os dados. As organizações têm de perceber isto"
Sérgio Lopes defende a aposta nas pessoas como a chave para a transformação digital do País, alerta para a importância da gestão eficiente dos dados nas organizações e defende maior participação da banca no financiamento ao ecossistema digital olhando o seu potencial de negócio.
Lidera uma empresa de alta tecnologia com actuação em infraestruturas, redes estruturadas e cibersegurança. Como avalia a transformação digital do País?
A transformação digital do país está em vários estágios de maturidade. O sector financeiro é provavelmente aquele que está mais maduro, talvez até impulsionado por aquilo que tem vindo a ser a exigência do Banco Nacional de Angola, enquanto regulador. Temos um banco central que está a pressionar a banca na sua jornada, modernização, à volta da inclusão, concessão de crédito, cibersegurança. Mais recentemente, a jornada dos dados, que é incontornável para suportar a tomada de decisão, mas também a jornada de Inteligência Artificial. Acho que estes estão num estágio mais maduro. Embora dentro do próprio centro financeiro, também tenhamos bastantes assimetrias.
Que tipo de assimetrias?
Temos os bancos sistémicos, que provavelmente estão num patamar muito superior, e depois temos os outros num estágio bastante inferior comparativamente a estes. Temos um sector intermédio, onde está o oil & gas e as telcos, que têm feito um esforço enorme para acompanhar a caminhada da transformação digital. Depois temos todos os outros, onde incluo o Governo, que nos últimos anos têm feito um esforço para uma adesão massiva, para que o País dê um salto na jornada digital.
Esta transformação digital é imperativa para que as empresas cresçam de forma sustentável?
Sim. As organizações não têm mais alternativa. Fazendo aqui uma analogia com um tsunami, quem não estiver preparado para surfar um tsunami vai morrer pelo caminho. A jornada do digital é incontornável...











