"O objectivo é fazer com que a empresa onde investirmos ganhe um parceiro de negócio"
Depois de uma fase inicial cinzenta com a gestão do FACRA nas mãos do banco privado Kwanza Invest, do suiço-angolano Bastos de Morais, o Fundo prepara-se para um novo período mais transparente e de apoio real às empresas nacionais.
A gestão inicial do Fundo de Capital de Risco Angolano (FA CRA), criado em 2012, foi entregue à Kwanza Gestão de Participações Empresárias, detida pelo Banco Kwanza Invest, que tinha como sócio maioritário o suíço--angolano Jean-Claude Bastos de Morais, que terá financiado empresas do seu interesse. Hoje o Fundo está a ser reestruturado, qual é a situação?
O FACRA está a reorganizar-se para poder dar sentido àquilo que é a sua missão, contribuir para a diversificação da economia do nosso país, criar emprego qualificado. Qualificado dizemos que é ter nas empresas em que investe, colaboradores assegurados com segurança social, seguros obrigatórios de acidente de trabalho e doenças profissionais, e também contribuir para o aumento da produção alimentar. Esta reestruturação é para alinhar o Fundo com os actuais desafios da nossa economia, e sobretudo das nossas empresas.
O que difere hoje o FACRA do criado de 2012?
A abordagem do mercado. Algo que não havia antes, mas que hoje o Fundo já tem essa nova roupagem. Estamos a implementar a componente do compliance e um comité de controlo interno para a verificação do cumprimento das normas legais.
E quais são as bases do processo de restruturação que está em curso?
As bases da reestruturação vão desde um novo modelo de negócios, a um novo quadro jurídico--legal, para que o Fundo esteja mais actualizado aos novos tempos. Também existe uma mudança no sentido de modernizar o FACRA com sistemas de informação, que vão permitir dar melhor resposta ao mercado, do lado de avaliação dos processos que são submetidos, mas também sistemas que vão apoiar o nosso pessoal a fazer o acompanhamento das empresas em que investimos.
Como funcionam os investimentos do FACRA?
A modalidade de capital de risco implica que o Fundo tenha uma participação no capital social da empresa a investir. Ou seja, tor nando-nos sócios. O nosso objectivo não é só dar capital para a empresa desenvolver o seu projecto. Também nomeamos um gestor, que vai trabalhar para a organização e implementar medidas de governança corporativa. Este profissional tem um ordenado que é pago pelo FACRA. Antes do investimento, este profissional tem uma co-assinatura na conta bancária.









